Frase de Prof. Me. Jeferson Botelho Pereira
Nos Umbrais do Estado: O Cântico da Vergonha Pública Praticar assédios — morais ou carnais — É violar a alma da dignidade humana. Espionar a intimidade, vilipendiar corpos, Torturar em silêncio, aviltar em nome do cargo, É arrancar pétalas da flor dos direitos fundamentais. Sugerir o esquecimento das multas justas, Aconselhar o perdão aos poderosos transgressores, É cuspir no juramento do bom servidor, É assassinar, com burocrática frieza, O poder-dever de agir em nome do povo. Usar os bens do Estado como extensão do ego, Manipular servidores como peças descartáveis, Transformar a máquina pública em balcão de ilusões, Vender sonhos com o timbre oficial da mentira — Tudo isso, sim, são crimes contra a esperança. Esses atos se ocultam nas frestas do poder, Escondem-se nos umbrais mofados da Administração, Onde a cegueira é escolha, E a omissão, método. Essa realidade, escancaradamente inconstitucional, É antítese do homem sério e da mulher honesta. O único caminho digno é a ruptura: Afastá-los da cena, devolvendo à luz o que foi soterrado. Pois são esses os horrores do submundo estatal, Onde o crime veste terno, E o desrespeito ganha crachá.
Prof. Me. Jeferson Botelho Pereira
No pensador.ai desde