Frase de Leonardo R. Pessoa
Teus Detalhes A lúnula dança em seus dedos, uma lua mínima que esconde o controle das próprias marés, branca de silêncio e segredos, como se as mãos fossem ninhos, guardando sonhos que dormem nas linhas de sua palma. Em seu coração, quatro cavidades ressoam; os átrios recolhem memórias, enquanto os ventrículos sopram sonhos. A aorta, em silêncio, germina, levando o amor e o sangue às extremidades. E, nesse compasso oculto, cada batida floresce. Nos seus olhos, a luz se desenha sob as escleras, em lemniscatas, um caminho sem princípio ou fim, um infinito que repousa entre o tempo, que envolve sem pesar, um laço suave de ternura que flui entre a glabela e a pele. É tão leve, tão profunda, como flor que se abre na espera, desabrocha em silêncio e cresce no cuidado. Sua beleza é quieta, uma prece que o coração faz sem saber que está rezando.
No pensador.ai desde