Frase de Hélio Assunção
“A prosperidade não é só riqueza”. A riqueza, em sua natureza intrínseca, constitui dom especialíssimo, atributo que dimana do Altíssimo, conferido a alguns segundo Sua soberana vontade; talento e recurso que, embora legítimos, não asseguram por si só a eternidade, pois se limitam ao campo material e transitório da existência terrena. Diversamente, a prosperidade se reveste da condição de verdadeira bênção, porque se estende a todos quantos depositam sua confiança no Deus vivo. Não se restringe a cifras, patrimônios ou títulos de crédito, mas se manifesta em paz de espírito, em saúde preservada, em família edificada com dignidade e em fé que sustenta a jornada diária. Cumpre reconhecer que o homem rico, ainda que cercado de tesouros, pode revelar-se pobre de sentido, carente de substância na alma, enquanto o próspero, mesmo em meio às adversidades, floresce e subsiste, porque amparado está na força que do Alto provém, e sua vida se firma perenemente na graça divina. Assim, proclama-se: a riqueza é dom, privilégio que pode converter-se em vaidade; já a prosperidade é bênção inalienável, direção segura e fundamento espiritual da existência. Se o dom é recurso eventual, que Deus soberanamente reparte, a bênção é graça contínua, que jamais permite faltar o necessário à vida, ao coração e à eternidade. Ambos procedem de Deus, o que ratifica a existência de realidades diversas: há o rico pobre e o pobre rico, assim como há o rico verdadeiramente rico e o pobre que permanece pobre. O que, em essência, distingue cada um não é a soma dos bens, mas o caráter, a fé e a dignidade que sustentam a alma diante de Deus. H.A.A
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