Frase de Leonardo R. Pessoa
Mundo Azul Ele caminha devagar na calçada, como quem mede o peso do dia. Apressados tropeçam nele, mas ele nunca tropeça na pressa do mundo. Disseram que era estranho, porque via o mundo por ângulos tortos. Que culpa tem um espírito sensível, se a sociedade se crê reta demais para enxergar a beleza do desvio? No intervalo entre duas palavras, ele enxerga um poema inteiro. No espaço entre um toque e outro, ele sente tudo o que existe. A falta de respostas assusta os outros, mas o silêncio dele não é vácuo: é morada. Ali dentro, onde poucos chegam, há um universo à espera de tradução.
No pensador.ai desde