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Frase de Marcelo Caetano Monteiro

O Silêncio Molhado Que Permanece. Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Cap. Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão. Por que dói o que sentimos quando o amor ultrapassa o corpo e procura um abrigo que já não existe? A noite se estende sobre nós como um véu que conhece o peso da memória e recolhe, na escuridão, tudo o que ainda brilha. Caminhamos entre lembranças antigas como quem atravessa ruínas vivas, segurando uma pequena chama, um pedacinho de coragem, trêmulo como o próprio peito. Há nomes que não estão na pedra, mas gravados no tempo interior, onde nenhum esquecimento alcança. Perguntamos ao que perdemos por que continua a nos habitar, e o eco responde com suavidade cruel: o amor, quando excede o mundo, aprende a sobreviver no silêncio, e o silêncio é o que nunca parte. Choramos por quem se foi, mas uma voz sem forma nos revela que o luto é por nós mesmos, que ainda não sabemos deixar cair as partes antigas que nos impedem de seguir. O instante suspende o ar. A noite respira. A ausência se ilumina por dentro. E o que surge não tem contorno, nem rosto, mas reconhece o que somos. És tu? Não. Sei que restamos do nosso absoluto silêncio e lágrimas. quando todas as respostas se calam. E entendemos, enfim, que amar é sempre caminhar entre o que fica e o que falta, entre o que se perde e o que se recusa a desaparecer. Por isso dói. Porque o amor verdadeiro não sabe ser pequeno nem sabe morrer.

Marcelo Caetano Monteiro

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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" Quem faz e erra aprende mais rápido do que quem apenas observa e aponta falhas. "