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Frase de SalatielFornos

⁠“A infância que vive em mim” Há quem diga que crescer é endurecer. Que ser homem é calar o choro, esconder o afeto, vestir a couraça da indiferença e marchar rumo a uma vida prática, mecânica, “funcional”. Há quem diga que o adulto de verdade não corre com crianças, não ri alto, não se importa demais, nem se curva ao sentimento. Mas eu digo: Que espécie de adulto é esse, que matou dentro de si a melhor parte da vida? Que espécie de maturidade é essa, que exige sepultar a alegria sóbria, a leveza consciente, o riso genuíno? Eu cresci. Mas não endureci. Não porque minha vida foi leve — mas justamente porque ela foi pesada demais. Fui ferido cedo, por mãos que deveriam me proteger. Fui machucado por palavras que deveriam me ensinar. A vida me mostrou seu lado mais cruel ainda na infância — mas em vez de repetir o ciclo, eu decidi quebrá-lo. Não com raiva, mas com carinho. Não com revolta, mas com escolhas firmes. Hoje eu cuido. Cuido da casa, do corpo, da mente. Faço minhas obrigações, limpo o chão e a alma. E quando tudo está em ordem, eu calço os tênis e vou correr com o vento. No campo, entre crianças que ainda não sabem o que é dor profunda, eu brinco, eu sorrio, eu permito que a luz entre. Não sou um crianção. Sou um adulto que carrega dentro de si uma criança viva, curada, acolhida. Sou o reflexo do que eu gostaria que tivessem feito por mim. Sou o abraço que eu não recebi, o riso que me negaram, a presença que me faltou. Brincar com uma criança, ouvir suas gargalhadas, ver seus olhos brilhando com algo tão simples quanto uma bolinha de plástico — isso não é perda de tempo. Isso é reconciliação com a vida. É lembrar que ainda vale a pena viver. A sociedade não entende. Rotula. Julga. Distorce. Acha que maturidade é viver cansado, seco, amargo. Mas eu aprendi que viver de verdade é manter a alma limpa, mesmo depois de toda a lama. E que o amor, quando é consciente, é a forma mais elevada de sabedoria. Minha mãe talvez nunca entenda. Talvez ninguém entenda. Mas tudo bem. Porque eu entendo. E essa compreensão me basta. Ser adulto, pra mim, é ter responsabilidade sem perder a ternura. É saber quando falar firme e quando calar em respeito. É saber que a dor do outro importa, mesmo que ninguém veja. É limpar uma casa e limpar uma alma no mesmo dia. É correr atrás do vento sem fugir da realidade. Não vou me tornar morto por dentro só para caber no molde do que dizem ser "adulto". Não vou me tornar frio porque o mundo se esfriou. Vou seguir aquecendo corações com o que me restou de luz — e com o que eu reconstruí com minhas próprias mãos. E quando alguém me chamar de “bobo”, “infantil” ou “sensível demais”, eu sorrirei, porque só um tolo confunde pureza com fraqueza. Eu sou forte — porque escolhi amar mesmo depois da dor. Sou maduro — porque cuido da vida que existe em mim e ao meu redor. Sou feliz — porque reconheci que ser adulto de verdade é nunca abandonar a criança que sobreviveu dentro de você.

SalatielFornos

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Pensador.com

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⁠“Minha mente não cabe nessa Igreja” Dizem que Deus fala na boca dos homens, mas por que então gritam como se Ele fosse surdo?
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⁠“Minha mente não cabe nessa Igreja” Dizem que Deus fala na boca dos homens, mas por que então gritam como se Ele fosse surdo? Por que não ouvem quando falo baixo, por que não percebem que meu silêncio também é súplica?.. Vestem ternos como se fossem armaduras celestiais, mas por dentro tremem de ego, de vaidade, de conveniência, de um tapete bonito, mas que por baixo está cheio de sujeira.. E me olham — eu, o que não se encaixa — como se eu fosse o desvio, a ovelha torta, o quebrado do rebanho, o incrédulo.. Mas eu não me perdi.. Eu apenas não me curvei a mediocridade religiosa.. Sou aquele que quis pensar e criticar com os olhos abertos, não com os olhos fechados pela tradição cega.. Aquele que quer sentir Deus na verdade que pulsa, e não no grito que mascara a ausência d’Ele.. Falam de cargos como se fossem unções divinas, mas os escolhidos são sempre os mesmos: O advogado bem-falante, o rico que sabe sorrir bonito, o irmão da família certa, da conta bancária cheia.. Enquanto o simples, o honesto, o servo de verdade, é jogado nas sombras do templo, como se Deus não coubesse em mãos calejadas ou em vozes que tremem, não por medo, mas por verdade.. Um dia me disseram que eu estava com o diabo no corpo.. Mas tudo que eu carregava era dor.. Dor antiga.. Dor ignorada.. E eles — os ungidos, os usados por Deus — não souberam ver isso.. Quiseram expulsar demônios, quando o que eu precisava era de um abraço, amor, aceitação.. Quiseram passar ternos na minha cabeça, como se o tecido resolvesse o que a empatia não quis ouvir.. Dizem que Deus é verdade, mas quando questionei, disseram que eu era fraco, estava errado e era incrédulo.. Que eu precisava apenas crer por crer, sem questionamentos.. Mas eu não quero crer por inércia, não consigo simplesmente calar o conhecimento, crítica ou a razão que residem na minha mente, eu preciso escrever, pensar, evoluir, e colocar tudo isso não só no “papel", mas na alma, porque é isso que sou, sou verdadeiro e justo.. Quero crer por encontro, não por bocas externas e vazias.. Quero uma fé que olhe nos meus olhos e diga: “Eu vejo você.. Com todas as suas dúvidas, suas feridas, sua sede de sentido..” Quero um Deus que não precise de microfone, porque Ele fala onde o grito humano não alcança.. E se minha fé não cabe no molde da religião, é porque talvez ela esteja maior que os seus muros, que são envoltos em egoísmo e superficialidade.. Mais real que seus cargos.. Mais viva que seu culto de aparências.. Eu sou o que se cuida, o que corre, o que pensa, o que sente, o que quer ir além mentalmente e fisicamente.. O que não prega com palavras e ilusões, mas com atitudes e verdade.. O que limpa a casa e uma alma no mesmo dia, o que não aceita viver na mediocridade, seja do prazer fácil, da bebida alcoólica, ou da mulher com lascívia.. O que escreve, se conhece, se busca, se conhece, e se encontra todos os dias, indo contra a maré da superficialidade humana.. O que escolhe a verdade, porque ela só dói, quando você não se auto controla.. A minha fé não veste gravata.. Ela anda descalça, verdadeira.. Ela prefere a rua à tribuna.. Prefere o silêncio à performance. Prefere ouvir e compreender, ao invés de se esconder atrás de status.. Prefere o Deus real ao “Deus do cargo”.. E se isso te incomoda, talvez o problema não seja a minha alma.. Talvez seja o espelho que você evita olhar.. Minha fé é inconformada.. Porque a Verdade que eu busco não tem dono, nem placa, nem púlpito.. Tem profundidade, tem dor, tem beleza.. E é nisso que eu acredito, que podemos fazer melhor, sem máscaras ou títulos..

⁠ A felicidade parte de você mesmo, as pessoas devem sim te ajudar a ser feliz, mas isso depende de você. A muleta é como as pessoas que te amam, ela não foi feita pra fazer você andar após um acidente, quem aprende a andar novamente é você, não depende das pessoas a sua volta fa…
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⁠ A felicidade parte de você mesmo, as pessoas devem sim te ajudar a ser feliz, mas isso depende de você. A muleta é como as pessoas que te amam, ela não foi feita pra fazer você andar após um acidente, quem aprende a andar novamente é você, não depende das pessoas a sua volta fazerem vc feliz, depende do seu esforço através dessas pessoas para você ser feliz.