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Frase de Rafael Kozechen - Papael

⁠Diante de nós se apresentam nossos cacos; nossos pedaços que se perderam ao longo do caminho e nem nos demos conta. O que nos resta diante de nossos temores e mazelas? O que nos falta quando desnudos diante de nossas dores? Sentir-mo-nos inteiros mesmo quando há metades que nos fazem falta. Viver completos mesmo quando há tênue linha que separa nossa gratidão com essa insatisfação que nos ladeia. Sentir-se desobrigado das consequências. Apresentar-se com a alma leve apenas Sem ter a latente necessidade de ter tudo... sob controle... Sobre o outro... Sobre nós... Sobre si... Mesmo assim, nos escapa a dúvida sobre quem verdadeira mente somos nós. Apresente-mo-nos então simples e leves, trazendo e levando apenas aquilo que realmente nos pertence. Se sua especialidade é cuidar, a minha é fugir. Até quando eu não tenha mais para onde... Não tenha mais do que... Não tenha mais porque...

Rafael Kozechen - Papael

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⁠Na profundeza de teus olhos Há mistérios que não ouso desvendar. Neles há verdades profundas que não me permito entender.
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⁠Na profundeza de teus olhos Há mistérios que não ouso desvendar. Neles há verdades profundas que não me permito entender. Mas, se em tuas mãos suaves deixo perder-me É em teus braços e abraços que permito à você me encontrar. Me perco em riscos calculados Mais uma vez o ledo engano do controle De algo que não devemos dominar. Entre minhas idas e vindas, entre tuas chegadas e partidas Permito que, de mansinho, você possa me desvendar. Neste turbilhão de emoções, Nesse vendaval que nos invade Em cada tempestade que nos transpassa e nos inquieta Concedo o passo, aos poucos, para que você possa em meu coração entrar. Cada traço teu me conta uma história Que, tal qual menino maroto, escuto atento para que nenhum detalhe ladino eu deixe escapar. Se há fundamento ou razão Juízo, motivo ou circunstância Quem há de saber? Com quantas palavras ou olhares possa alguém isso responder? Porque esta ânsia que nos inunda? Qual a causa deste desassossego? Somos intensos E tudo nos transborda Eis a razão! Nas tuas esperas e permanências Nas minhas entradas e saídas Quero você perto Bem perto Tão perto Que fiquemos despertos Para não haver chance De nos perdermos Nem ínfima probabilidade De não nos deixarmos Um ao outro abraçar

⁠Na linha sutil Onde o mar e o céu se avizinham e se enamoram É onde a cor dos teus olhos faz morada.
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⁠Na linha sutil Onde o mar e o céu se avizinham e se enamoram É onde a cor dos teus olhos faz morada. E mesmo que o rochedo longínquo, ao largo, me pareça hostil. Essa dureza se desfez com o poder do teu sorriso. Me vi cativo por opção. E assim fui aos poucos me desfazendo, me libertando e me permitindo; Através das profundezas de teus olhos e da candura de teu sorriso, fui me largando à deriva. Num ato rápido, me joguei ao mar e senti o beijo teu.