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Frase de celso_nadilo

Nas vibrações da teoria das cordas, ressoam tonalidades que ecoam pelo tempo e pelo espaço. As cores absorvidas pela imensidão do microcosmo refletem-se no macrocosmo, revelando a nossa própria essência humana. ​Novas crônicas inscrevem-se nas espirais do nosso DNA. Nascemos da luz de nebulosas geradas pelo sopro final de estrelas que morreram há milhares, ou talvez milhões, de anos. ​O foco do telescópio faz resplandecer os olhos de quem observa. A imaginação resgata Galileu apontando sua luneta para a escuridão da noite — uma época em que apenas tochas iluminavam a Terra — para contemplar Marte, os anéis de Saturno e os relevos da Lua. O espetáculo de ver um astro errante atravessar o céu. ​A imensidão de testemunhar momentos únicos: um eclipse total, a trajetória de meteoros queimando na atmosfera sob um céu limpo, livre de poluição visual e sonora. Naquele tempo, restavam apenas anotações e manuscritos; as teorias nasciam do olhar. Conhecimentos que se tornaram evidências, enquanto tantas outras descobertas se perderam com o incêndio da Biblioteca de Alexandria, um tesouro inestimável da humanidade. Projeções de uma era em que a ciência e a alquimia enfrentavam a intolerância. ​Na busca por um sentido mais profundo no universo em que habitamos, enfrentamos a horda massiva de dúvidas que reside em cada um de nós. Criamos protocolos, fórmulas e normas acadêmicas. Mas nem todo conhecimento foi feito para a frieza dos números. ​Para que expor em detalhes aquilo que a poesia traduz com mais alma? Para que tornar público o estudo de uma vida a meros observadores? A ciência precisa transbordar sentimento — para que não se torne fria, nem perca a sua capacidade de encantar.

celso_nadilo

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a…
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Através do caminhar das estrelas, as vemos morrer e tombar do céu. No dia em que formos nós a cair, seremos contemplados por outros seres, que verão nossos instantes em fragmentos esquecidos de luz. Nesse ponto, avançamos pelo universo ou seremos, enfim, capazes de compreender a beleza da existência? ​Vivemos em paradoxos, encerrados em cubos ligados a outros cubos na tênue finitude do espaço, tentando decifrar o mistério que intriga o próprio tempo — na simplicidade de apenas viver e existir, até que o tempo se torne a prova viva do inexplicável de sua passagem. ​Pois o impulso de tudo racionalizar costuma converter a intuição em protocolos frios, apagando o amor clandestino e a fogueira das infinitas possibilidades. Mas quando a fórmula finalmente se conclui, nada mais resta além da simplicidade: uma borda reluzente que contorna e transcende a própria realidade.

Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados
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Luar frio, alma quase imperceptível aos olhares dos navegantes da vastidão. Entre sussurros e lamentos ecoados nas nuvens celestiais da solidão. ​Voz que como trovão incandesce o mármore do inferno de jade; ao longe, lágrimas de sangue escorrem mar a dentro, na profundeza sem fim. ​Criaturas fantasmas navegam nos sonhos mansos dos mortos. Tão belos olhos que mesclam o ar da planície esverdeada aos tesouros ocultos nas areias silenciosas do tempo. ​Mares bravejam as terras do norte, canais de sonhos dentro de pesadelos. Rios de fogo, clamores de um novo mundo: prólogo do próprio reflexo da entropia, envolto num pássaro que paira pelos céus buscando terras desconhecidas. ​E no sentido mais profundo, onde amantes vivem em estado divergente, o gelo finalmente derrete e forma um lago de água doce e límpida. ​Vozes ecoam — mulheres que parecem sereias tornam-se o algoz de um sonho. Na muralha do esquecimento, pende a interrogação sobre a linha massiva das eras. Soterrada num pesadelo, minha voz repousa em teus seios. ​Tão complexos ares do mundo... E depois deste mundo, as nuvens terão chuvas que vêm num assopro do vento? Pássaros cantando em meio à tempestade erguem-se soberanos como a fênix. ​Rios a dentro de nossas vidas, um instante eterno; avançamos nas estepes da geleira para o ermo mais distante do mundo, para ver seres fantásticos e suas existências magnânimas e emblemáticas. ​A flor que desabrocha no espaço, entre estrelas dilaceradas que observamos, será o combustível do futuro para outras galáxias. Novos mundos dentro do universo ressoam no alvorecer de um novo iluminismo. By Celso Roberto Nadilo