Frase de Alvaro Giesta
Desperto… minhas mãos frias crispam os dedos inertes no gatilho da espingarda Debaixo de mira numa linha reta que dificilmente erro, o alvo Um corpo negro, meio nu… Apenas o cobrem os restos daquilo que foi um camuflado zambiano Veste no rosto, encimado por um chapéu também camuflado, a raiva Para ele nós somos o invasor, o inimigo a abater que importa liquidar ainda que connosco tenha aprendido rimas de civilização Nós somos o invasor que (ele) quer expulsar destruir aniquilar E ele, para mim, o inimigo de ontem será o amigo de amanhã a quem hei-de abraçar In “Há o Silêncio em Volta” (poética de guerra), edições Vieira da Silva do poeta Alvaro Giesta
No pensador.ai desde