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Frase de EdsonRicardoPaiva

⁠Hoje é dia de juntar as folhas De fazer o pão, de consertar telhados Ou talvez de só ficar olhando o céu Sentar-me no chão da calçada Arrancar as ervas que crescem nos vãos Pensar na vida é não pensar em nada Nada além de esperar que ela aconteça Hoje é outro dia E todo dia tem sido assim Dia de olhar a pluma passar flutuando Fazer bolhas de espuma, buscar borboletas De pensar nos medos que foram tolos Em outros que ainda são E deixar que eles cresçam Assim, que nem contar segredo ao beija-flor E mais uma vez fazer um pedido à estrela que cai Hoje é dia de ficar à toa, enquanto come o pão Fazer tocaia pra noite é o que nos resta Olhar entre as frestas dos olhos E esperar que outra estrela caia De pedir ao tempo que ele pare E aguardar que não seja atendido Porque ele não para Tomara, então, que seja bela a tarde Que o vento traga uma boa mensagem E que o coração esteja atento e a guarde Enviar um convite à propria alma Aguardar que ela apareça dasabroche e floresça Como a mais pura e bela verdade Aquela, pela qual se espera uma vida E que jamais se escuta, não pela sua ausência Pedir que permaneça e nunca mais nos deixe Quando o coração se nega a ouvi-la E não a procura A voz da alma se oculta A mão conserta o telhado Não deixa passar luz de lua Mas a verdade insistente Ela cresce entre os vãos da calçada Como um sonho de luz que valsa no céu na noite E prepara outro dia de acalmar o coração Pra tudo que a Deus pertence Deixa o tempo passar com a balsa Como a alma descalça na areia de algum lugar Não existe o mar do impossível Hoje é dia de quebrar telhados De espalhar as folhas Fazer bolhas de sabão pra botar poesia Sentar na calçada e dividir o pão dessa vida Podia ser hoje esse dia. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Pensador.com

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva