Frase de Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
DOR INFINDA Já no sumido aquele afeto profundo Só eu, ó pieguice, só eu me lembro Das noites e dias secos de setembro Maçadas, e o meu amor moribundo Desde esse dia, eu ermo no mundo Atado a solidão e sem deslembro De ti, e do falto um azedo membro Não houve fôlego por um segundo Quando, ainda cria... - hoje perdido E lastimando no leito a desventura Tenho a sensação de já ter morrido Ah! saudade, que a vasca mistura No peito, e ao aperto tão sofrido... Dor infinda... e cheia de amargura! © Luciano Spagnol - poeta do cerrado Setembro, 06/2020, 05’46” – Triângulo Mineiro
Luciano Spagnol (poeta do cerrado)
No pensador.ai desde