Frase de Isabel Morais Ribeiro Fonseca
A MORTE A morte flagela-me Fecho-me num quarto escuro Dentro de um verso Que eu tentava escrever Palavras transpiradas de mim Dentro de um poema inacabado Rasgo-me o peito de dor Para não o escrever Letras que tentam fugir da morte Entre os dissabores do meu corpo Tento não enlouquecer Nas vogais que me enlouquecem Na insana sina esta a minha Saboreio sem força esta insanidade Perfeita ou imperfeita dum poeta A morte fecho-me num maldito quarto Sem portas, janelas ou luz alguma Sem conseguir escrever coisa alguma.
No pensador.ai desde