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Frase de Rogerius Magister

⁠ESPERANÇA & TORMENTO Já ouviu aquele ditado popular de que a esperança é a última que morre? É com a ideia de esperança que o Mestre dos sonhos derrota Lúcifer em uma cena épica no episódio 4 de Sandman, depois de quase sucumbir. A esperança, conhecida como a Deusa Élpis na mitologia grega, remonta suas origens ao famoso mito da caixa de pandora. Zeus, irritado com Prometeus (o deus que vê o futuro) por ter dado o fogo divino do Olimpo aos homens, manda como parte da vingança, Pandora, a deusa de todos os dons, para casar-se com o irmão de Prometeus, o Epimeteus (o deus que vê o passado). Pandora leva consigo uma caixa da qual não sabe de seu conteúdo interno. Curiosa, ela abre a caixa e libera na terra todos os males da humanidade: pragas, guerras, doenças, ódio, vingança… Junto com os males veio a esperança, mas Pandora, com medo, fecha a caixa antes que a esperança se liberte, deixando aos humanos apenas a expectativa de que um dia ela se liberte e leve consigo o mal. É baseado nesse mito que surgiu o tal ditado popular. Na vida real, temos esperança em várias coisas: Na religião, com uma promessa de paraíso, na política, com a esperança de que em 4 anos um país seja mudado, na justiça, com a esperança de que exerçamos todos os direitos que nos cabem. Assim como no mito de Pandora, a esperança é o impulsionador da vida. Graças a ela, podemos viver diante do tormento, na esperança de que as coisas um dia darão certo no final. Em um país com tanta discrepância social e injustiça, a esperança é a última que morre. Mas com esperança vem a ação. Segundo o mito, Prometeu viu no futuro o potencial da humanidade e resolveu dar a ela o fogo divino, como ferramenta de ação para exercer esse potencial. Uma fagulha desse potencial ficou contida na esperança, mesmo após a vingança de Zeus. Estamos deixando o tormento nos consumir ou estamos nos utilizando da esperança como ferramenta para agir? Em uma dualidade antagônica, um lado só pode superar o outro exercendo ação de força maior sobre ele. Para libertarmos o potencial da esperança, temos que ter o arquétipo de Prometeu manifestado: o de ver e agir.

Rogerius Magister

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Rogerius Magister

⁠Na vida só se deve testemunhar em favor do que se vive, e só se pode viver o que se experiencia. Há uma busca incessante dentro de cada um de nós pela nossa verdadeira vontade, e quando se abraça o caminho que dá de encontro a essa vontade, é que realmente vivemos. Não como em u…
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⁠Na vida só se deve testemunhar em favor do que se vive, e só se pode viver o que se experiencia. Há uma busca incessante dentro de cada um de nós pela nossa verdadeira vontade, e quando se abraça o caminho que dá de encontro a essa vontade, é que realmente vivemos. Não como em uma anarquia distópica, mas como seres realmente conscientes de si mesmos, que sabem o que são e o porque são. Isso separa os homens de rebanho dos homens que nasceram para ser pastores. Mas não pastores do rebanho, e sim pastores de si mesmos.

⁠Nos últimos 4 anos vimos um alvoroço, de certa forma atípico, dentro de algumas vertentes cristãs brasileiras. O movimento da intitulada direita cristã se manifestava de forma abrupta dentro dos grandes templos, com a anuência de seus representantes. Profecias, orações, sonhos,…
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⁠Nos últimos 4 anos vimos um alvoroço, de certa forma atípico, dentro de algumas vertentes cristãs brasileiras. O movimento da intitulada direita cristã se manifestava de forma abrupta dentro dos grandes templos, com a anuência de seus representantes. Profecias, orações, sonhos, revelações, tudo o que a religião cristã poderia proporcionar em dons e liturgia foi usado para justificar a nova liderança, até então inesperada, depois de anos de um governo denominado Comunista por várias dessas lideranças cristãs. Lastimosamente veio a infeliz pandemia, posteriormente as eleições, tendo como resultado final a volta de um governo contrário ao atual aos berços do executivo. Depois de todas as profecias, revelações, sonhos e garantias divinas, por que Deus estava agora permitindo a volta de um governo contrário às suas leis? Isso pode ser respondido com duas observações inerentes ao cenário cristão contemporâneo: Materialismo e Teologia da Prosperidade. Os cristãos simplesmente esqueceram que o propósito da vinda Messiânica não seria fazer do mundo um lugar melhor, mas trazer a espada com a promessa de uma morada nos céus. Lucas 12:32: "Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai dar o Reino a vocês. - Mateus 22:21: Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus." - Então, quer dizer que um cristão não pode sonhar com uma pátria melhor? Ele deve. Mas isso não pode estar fundamentado em uma fé cega. A fé é aliada da razão. Quem acha que o Cristianismo não tem sua teologia fundamentada na razão, ou desconhece a própria religião ou se sustenta na famigerada teologia da prosperidade, onde Deus, o incognoscível, ganha o papel de um gênio da lâmpada realizador de desejos. Cristo, em sua mensagem, deixou claro o objetivo final da jornada crística: o Reino dos Céus. Em João 16:33 ele diz: No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. O combate a um governo insatisfatório se dá por meio do estudo, do exercício intelectual, da união de ideais, e não por meio de uma visão religiosa inquisidora. - Rogerius Magister

⁠PANOPTICON Pan-óptico é um termo utilizado para designar uma penitenciária ideal, concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham em 1785, que permite a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que estes possam saber se estão ou não sendo observados. Mich…
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⁠PANOPTICON Pan-óptico é um termo utilizado para designar uma penitenciária ideal, concebida pelo filósofo e jurista inglês Jeremy Bentham em 1785, que permite a um único vigilante observar todos os prisioneiros, sem que estes possam saber se estão ou não sendo observados. Michel Foucault, em sua obra Vigiar e punir, caracteriza o panoptismo como um poder na forma de vigilância individual e contínua, com intuito de controle, castigo e recompensa, e também como forma de correção. Alguma semelhança com o ambiente virtual contemporâneo? Hoje em dia, quem trabalha com redes sociais ou as usa como forma de entretenimento e tem um smartphone desatualizado, se vê obrigado pelo avanço da tecnologia a adquirir um novo aparelho com mais recursos, mais funções, mais opções. Opções essas que propiciam aos criadores e sócios uma nova forma de monitoramento. Se falamos algo próximo ao celular, vemos uma propaganda relacionada logo após em uma rede social ou site. Se temos contato com a internet e um sistema de GPS, empresas e pessoas podem nos rastrear facilmente e ainda por cima olhar toda a rota que fizemos. Se temos uma opinião a respeito de algo, o senso comum moldado pelos usuários de determinado círculo virtual pode mudar rapidamente nosso paradigma. Tudo isso acontece na grande maioria das vezes de forma inconsciente. Seguimos um padrão imposto por determinado grupo sem nos darmos conta de que aquilo é baseado no que falamos ou por onde andamos. Há um controle sutil que molda o nosso caminho conforme as informações que deixamos à vista. Somos observados e controlados sem percebermos. Isto significa que não devemos mais nos expor ou não seguir as novas tendências da tecnologia? Não. Mas o senso crítico e o observar são ferramentas essenciais para que não caiamos numa espécie de predestinação tecnológica. Já dizia um escritor chamado Tony Robbins: ​​“Porque se não dirigirmos nossos pensamentos, cairemos sob a influência daqueles que nos condicionariam para nos comportarmos como desejam.”

⁠VERDADES ABSOLUTAS (OU OBSOLETAS) Um antigo colega meu já dizia: “a verdade é relativa, depende de quem diz”. No entanto, o objetivo deste escrito não é relativizar a verdade, mas dar um norte de entendimento a quem busca por ela de forma sincera. É certo que o ser humano atra…
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⁠VERDADES ABSOLUTAS (OU OBSOLETAS) Um antigo colega meu já dizia: “a verdade é relativa, depende de quem diz”. No entanto, o objetivo deste escrito não é relativizar a verdade, mas dar um norte de entendimento a quem busca por ela de forma sincera. É certo que o ser humano através da semiótica dá vários significados diferentes a uma única coisa, algo exclusivo da nossa natureza intelectiva. Um deus pode ter várias faces, uma cultura ou costume podem ser bons ou ruins dependendo de onde se olha, Um réu pode ser culpado ou inocente perante o júri popular. Protágoras, um sofista grego, dizia que a verdade é apenas uma construção humana, toda a verdade é relativa a algum ponto de vista e nenhuma verdade pode ser tomada como absoluta. Assim sendo, a verdade teria caráter subjetivo. Mas será que, diante de todas as perspectivas, não há uma verdade maior e objetiva? Usamos a linguística para criar uma ordem comum estabelecida, nomeamos as coisas. Há uma ordem comum e aceita que diz que uma árvore é uma árvore e não um chimpanzé, mesmo que digam o contrário. No entanto, além dessa ordem, há ainda por trás de todas as coisas uma essência objetiva, um símbolo essencial. Para o cristão, o cristianismo é a verdade Divina, enquanto para o ateu é a mais pura ilusão. Mas mesmo diante do olhar contraposto de cada um há um fato inegável de que o cristianismo puro é positivo no âmbito social, psicológico e, para quem crê, espiritual. Há uma verdade maior que torna insignificante o debate acerca da existência ou não de um deus. O ser humano tem o péssimo hábito de criar argumentos em cima de casos isolados sem pegar o contexto por trás daquilo. Acreditar na verdade que me convém é sempre melhor que assumir a verdade do outro. Mostrar que estou certo é mais importante que assumir uma verdade concomitantemente síncrona. Só que assumir, muitas vezes, não é perder. É aí que mora a quebra do paradigma do juízo de valor: Todas as verdades têm uma essência maior por detrás de seu véu, seja essa verdade boa ou ruim. elas deixam de ser “meias verdades” quando servem a um propósito maior que o de satisfazer o ego de cada lado segundo o seu próprio viés. buscar por essa verdade é o trabalho de todo pensador sincero.