Frase de Jhon Kennedy Guimarães
À Mui Nobre e Leal Barra do Corda, Terra de Antanho Encanto Ó Barra do Corda, gleba veneranda, Onde os rios Corda e Mearim se entrelaçam qual serpentes de prata, Nasceste do seio da selva antiga, Antes mesmo que mãos humanas te nomeassem. Em teu berço de mistérios e lendas, Habitavam as almas primígenas das tribos, Guardando, com silente altivez, Os segredos dos matos, dos ventos e das águas. Foi então que o destino, em sua vereda tortuosa, Conduziu Manoel de Melo Uchôa — Varão destemido, de espírito fundante — Que, deparando-se com a paisagem formosa, Estacou sua jornada e contemplou a obra do Altíssimo. Rios se abraçavam, colinas vigiavam, Chapadões vastos, feitos muralhas de barro e sol. E ali se firmou o primeiro marco, Ali nascia, na alma da terra, a mui nobre Barra do Corda. Ó cidade sertaneja, centro pulsante do Maranhão, Tuas veredas foram trilhadas por outros nomes imortais: Frederico Figueira, destemido no verbo e na ação; Dunshee Abrantes, voz que ecoou em tua ribalta; Isac Martins, pilar da memória e da justiça; Galeno Brandes, mestre das letras e da honra. Sois filha dileta do tempo e da luta, Teu povo, forjado no barro e na fé, Ergue-se altivo em cada alvorada, Guardião de tua história, teu nome, tua fé. Agora, que celebras teus 190 janeiros, Recebe esta humilde lira, Como quem oferece à rainha um ramo de mirra: Canta-te meu peito, exulta minha alma! Salve, ó Barra do Corda, terra de bravura! Que teus dias sejam longos e tua memória eterna. Que em cada alvor renasça tua glória, E que o tempo jamais te vença.
No pensador.ai desde