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Frase de Vanda Costa, Cotia

Poema mudo Com a alma despida de beijos negados entrego nos versos meus dias escuros de trêmulos risos calados deixei -me ser esse poema mudo. Perdendo as minhas penas no vento dentro da alma, sabor de despedida E me calo nessa existência sentida turvo mundo surdo de pranto. Despida , peregrinam os sentimentos por minhas trilhas, por labirintos e sem medo, corro os riscos que minha alma acredita, desafiar o tempo. Nas tramas da noite, perdem o enredo do poema letras entrelaçadas, na urgência dos minutos costurando trovas, serenatas e cores Eu me enviarei a ti, cheia de flores. As horas são implacáveis no meu mar de ilusão os sonhos inventados buscando explicação viajante do tempo a velejar fantasias mera aprendiz nas ondas bravias. Exposta aos quatro ventos dançando entre as estrelas escuto pássaros cantando poemas ... de versos que eu ainda não escrevi No pouso forçado dessa poesia.

Vanda Costa, Cotia

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Pensador.com

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Sinto saudade de ti! Sinto saudade de ti, sua inconstância agride Guardo esse segredo só pra mim... Mas meus versos chegam para denunciar Com meus dedos a digitar no teclado Como lâmina chega a me machucar. Você é um livro que passei a escrever, Canto dos pássaros no alvorecer, Silêncio calado que chego a sofrer, Saudade que me assusta ao entardecer. Saudade de ti, mesmo quando está por perto Pois se esquece de mim a te querer, Pois sendo a razão do meu viver, Prossigo te guardando em versos... Sinto os vastos abraços da deusa sabedoria Amante única, a busco intensamente companhia Meu corpo se preenche escrevendo versos ilimitados Na completa satisfação de confessar minha solidão. Estranha sensação confessar- me abandonado. Vivendo como um camaleão camuflado

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Guarde-me como uma fotografia Sou como poesia alimentada de palavras me disfarço entre segredos teus onde andarei de pés descalços vou em busca dos passos da minha existência restam-me as feridas nas juras mentirosas do seu audacioso rosto, a falta do beijo seu. Relembro seu cheiro, em primavera em flor e nas pétalas da bromélia, sorria uma poesia beijava-te em silêncio,até essa música acabar. E de tão cheirosas as lindas rosas com delicado suave agreste bálsamo de puro odor derramado e exalado lembram-me seus lábios perfumados que eu recebia como flor, os beijos teus e meus olhos se abriam como rosas no escuro. Ferida agora a poesia despedaça vou alinhavando com a agulha da lembrança fantasiando as mentiras nas verdades remendando a vida do cruel desgaste costuro sua alegria embrulhada num papel e te trago esse meu amor em poemas destes simples versos que te fiz como serenata da minha história de tristeza banhada. Permita-me acordar com seus beijos só te peço que não demores tanto. Guarde-me como uma fotografia e volte a florir meu jardim abandonado.