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Frase de Victor Motta

Respostas Por que buscar a lucidez Fria e linear do raciocínio puro? Haverá lucidez na brisa que sopra E castiga meu corpo cansado? E, por que foste, assim como a brisa, Me fustigar, morna e terna, A esperança de meus sonhos? Por que ser lúcido se a lucidez Está em tudo que nos cerca? No vento,nas árvores, no sol Que desce agora atrás da linha Do horizonte que nos separa. Quero ficar assim, embriagado Na sensação de estar contigo, Nos caminhos que nunca percorri. Olhar com teus olhos e ver dentro Dos meus as mesmas paisagens Que jamais notei ou senti. Percorrer com teus sentidos Toda a certeza da felicidade. Pela primeira vez me reconheço Tranquilo, a olhar em frente O caminho aberto para a vida. Todos os fantasmas que criei E me atormentavam nas sombras Não mais habitam meus castelos. Como te dizer tudo isso? Como te conduzir pela mão E por ti ser conduzido? Como reacender das cinzas Tudo o que deixei apagar? Nessa busca, agora eu sei, Que só em ti está minha resposta.

Victor Motta

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Poema sem nome Num dia de feroz Intranquilidade
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Poema sem nome Num dia de feroz Intranquilidade Desci dos céus À terra impura Envolta em véus De maldade, De mil doenças, Sem cura. E, fui anjo, Fui demônio. Expectador De lutas, de misérias, De feridas abertas, Sem dor. Ao frio das incertezas, De todas as tristezas, Em angústias de ais, Infernais. Fui arcanjo Do bem E do mal, Em giros gigantes, Nos gritos vibrantes, Dos elefantes Da jangal De ruinas morais. Em trilhas tortuosas, Sinuosas, A conduzir-nos ao fundo Dos pantanais de lama, Fétida. Onde os javalis E as hienas Charfundam, Em risos roucos E bestiais. Onde os pássaros Não cantarão Jamais! Por que desci dos céus À terra impura? Loucura!

Lembranças Campeiras No final da noite fria,
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Lembranças Campeiras No final da noite fria, o vento corta, cortando a pele queimada, com cheiro de suor e terra. O sol espia no horizonte e clareia o dia. No chão, o fogo dança e espreita por entre toras. Na trempe, a água esquenta pra fazer o mate dessas horas. No espeto, a carne cheira enchendo o ar das narinas rudes e geladas. A mão que sova a erva aguarda a água quente pra servir à roda, com rostos marcados, de boca em boca, sorrindo ao dia que nasce nas coxilhas. No pampa guasca é mais um dia de um conto gaúcho.

Buraco Negro Tentando dormir, tropecei em meu sono
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Buraco Negro Tentando dormir, tropecei em meu sono e caí no buraco negro da mente. No susto, não consegui achar o caminho da volta, pois, no escuro tudo se voltava, de repente, num turbilhão de cenas e pensamentos difusos, confusos; era eu….não era mais, um animal….um cão? Era tudo ou só momentos de cenas em confusão, talvez vividas ou sonhadas? Sem ordem, sem senso lógico nem cronológico. Sem seguimentos, sem nomes,ou com muitos, em gritos, chamados…espantos. Risos de alegrias, e longos silêncios, soluços, de tristezas. O belo…sem belezas. Em cenários sucessivos, alguns quase mortos outros muito vivos, fui herói, fui bandido, fui aclamado fui banido, fui amado, fui traído. Mas, traidor, também fui e fui perdido, num mar de ondas rebeldes e negras, sem me conhecer e fui caindo, ainda mais fundo, no negro mundo, sem saber.

Cicatrizes Lembranças, lugares, saudades, Ausências, pensamentos.
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Cicatrizes Lembranças, lugares, saudades, Ausências, pensamentos. São rostos, são nomes, Chegadas, são partidas. São tudo, são o nada… Momentos. Nos caminhos da mente, São voltas, Alegrias, Tristezas. Frases perdidas, Sem respostas, exauridas. São passados, Em páginas amareladas. Gastas no tempo vivido, Que voltam e gritam. Presentes. Amargas, feridas. Guardadas, esquecidas. Memórias de outras vidas, Esmaecidas, recortadas, Enfraquecidas. Tempo perdido Nas marcas que ficam Das cicatrizes. Feridas abertas Na mente e no corpo. Sentidas.