Frase de Clarice Lispector
Então isso era a felicidade. De início se sentiu vazia. Depois seus olhos ficaram úmidos: era felicidade, mas como sou mortal, como o amor pelo mundo me transcende. O amor pela vida mortal a assassinava docemente, aos poucos. E o que é que eu faço? Que faço da felicidade? Que faço dessa paz estranha e aguda, que já está começando a me doer como uma angústia, como um grande silêncio de espaços? A quem dou minha felicidade, que já está começando a me rasgar um pouco e me assusta.
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Fonte e informações de autoria
Pensador.com | Fonte: Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres. Rio de Janeiro: Rocco, 1998. | Nota de autoria: A autoria desta frase foi verificada pelo Pensador.com.
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