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Frase de Katiana Santiago

Vem, e escreve no silêncio, que os dias se abreviam e no demais tudo é solidão. Vem florescer no jardim descontente da alma inquieta, que já pediu perdão. Vem enxugar as lágrimas da desolação, que no anseio, as duras custas adormece na inspiração. Vem desdobrar esse porto seguro, sitiado de muros, que preserva a intenção. É um labirinto escuro, que escorrega e carrega toda falta de um coração. Vem escrever na omissão, o decreto de uma ilusão, que minha fraqueza tem pressa, e o tempo é carrasco da vida em questão. Vem desabrochar na escuridão. A luz é uma faísca que ilumina de longe a perdição. Vem, que no descolorir do compasso, há mil passos, e o vai e vem, volta sem direção. Vem agora e não demora, que pelas horas o frio já congela as veias, e as teias não se formam em qualquer estação, vem trazer o prazer, o querer, antes que a sina abata e leve essa pulsão. Vem… Katiana Santiago

Katiana Santiago

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Katiana Santiago

A libido é uma espécie de ciframento que o organismo encontra na tentativa de realizar o irrealizável, o material inconsciente clama por um escape.
O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura.
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O que se procura? se na forma mais obtusa a busca já destinou seu fim... E se o navio atraca no mar e repousa para descansar, cessam as grandes navegações. Na procura a alma não deve ter “cura”, deve viver entre a bravura, a loucura e uma candura muito mais que pura. O que move o navio são as ondas e o ventos, assim devem ser desbravados os pensamentos, de caminhos incertos alegria e solidão... O que se procura se ao achar perdeu-se o encanto e as curvas tão certas tornaram se em prantos de vazios inestimáveis em caixas tão grandes fechadas com a ilusão. O que se procura no contentamento contente se é tão inerente toda falta de um coração. A alma é um navio que não pode aportar, deve viajar por longos mares, inquietar, inquietar...