Frase de Alana Abdilla
Tem dias em que a vida parece uma piada escrita por alguém com um senso de humor extremamente duvidoso. Você acorda, resolve um problema, aparecem três. Tenta respirar, vem outra pancada. E no fim do dia ainda perguntam: “Mas e aí, tudo bem?” Tudo. Bem. O mais curioso da vida adulta é perceber que ninguém sabe realmente o que está fazendo. Tem gente sorrindo com ansiedade, motivando os outros enquanto desaba no banho, dizendo “fé” com a alma parcelada em 12 vezes sem juros. E mesmo assim o mundo continua. O ônibus passa. Os boletos vencem. O sol nasce com uma arrogância absurda, como se nada tivesse acontecido. A dor mais funda nem é a tragédia. É o desgaste. É perceber que a vida não destrói de uma vez; ela vai mastigando aos poucos: expectativa, inocência, paciência, esperança… E quando você percebe, ficou mais fria, mais cansada e absurdamente boa em dizer “tá tudo certo”. Mas existe algo quase poético nisso tudo: Mesmo decepcionada, exausta e ironicamente consciente do caos… continua levantando. Talvez não por coragem. Talvez só porque amanhã ainda tem roupa para lavar.
No pensador.ai desde