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Frase de Alexandre Guimarães

Dormi pouco de ontem para hoje. Consegui pegar no sono por volta das 09h da manhã e acordei às 15h, assustado. Passei a noite me perguntando em que momento deixei de ser o que eu era ou o que eu julgava ser. À beira dos 23, não me pego tendo sonhos e nem planos como a grande maioria. Nada acontece. Nenhuma faísca de esperança se acende diante dos meus olhos que ainda latejam de uma noite insone. Tomei três taças de vinho e uma dose de conhaque e continuei a escrever algumas coisas enquanto escutava uma coletânea de poemas do Vinícius de Moraes recitados por ele mesmo. Me entreguei completamente ao momento. Não sentia meu corpo, meus lábios. Nada. Dei início a uma série de indagações ao meu Eu e me perguntava: 'em que momento deixei perder-se a vontade de visitar Portugal? E aquele sonho de me formar, casar, ter filhos?'. Mais uma vez senti como se metade de mim tivesse partido junto com todos esses sonhos melancólicos e tão previsíveis. Às vezes surge uma vontade desconhecida de visitar um parque, um amigo ou de conhecer alguém, mas de alguma maneira, sinto-me completamente inútil para isso. Nada surge. Nenhuma estrela no céu cinzento, nenhuma brisa de outono. Nada. E é isso que tem me deixado assim. Essa falta de acontecimento junto à minha comodidade.

Alexandre Guimarães

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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E eu lamento te informar da maneira mais árdua possível: você ainda vai quebrar muito a cara por aí. Você vai conhecer o fim do mundo várias vezes.