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Frase de Leonardo R. Pessoa

⁠De como me inventei Passei meus dias em meio às coisas miúdas. Aprendi com as borboletas a carregar nas costas o mundo, e com os pingos da chuva, a fazer serenata no chão. A torneira aberta dos céus jorrava horas inteiras de poesia, e eu, menino sem bicicleta, inventava que as palavras tinham rodas. Brincava de crescer pelos olhos, onde cabia o universo e um pé de grama. Ensinava o absurdo a se acomodar no meu quintal: uma pedra virava amiga, uma nuvem, brincadeira de adivinhar. Enaltecer os ordinários era meu jeito de me desconhecer um pouco por dia. As frustrações, eu punha no varal. Torcia minhas tristezas até o último soluço e pedia ao sol que secasse tudo antes da próxima chuva. Porque a chuva sempre volta, mas as tristezas, se bem secas, viram outra coisa: lençol para embalar sonhos ou sombra fresca para esquecer o calor. Assim fui me criando, com as faltas vestidas de beleza e com os vazios repletos de poesia. Nunca esperei o fim chegar, porque quem vive de esperar não interage com o presente, nem cresce pelos olhos. Escolhi viver assim: de mãos dadas com o invisível, sendo mais do que sou. Ou sendo menos. Afinal, quem precisa de muito quando tem o céu inteiro dentro de si?

Leonardo R. Pessoa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu.
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“Deturpei meus sentidos. Chamei de amor os meus exageros e de paz minha surdez. Tudo em mim era mentira... Exceto pela dor, essa nunca me traiu. Sofrer foi a única prova de que mesmo delirando eu estava existindo.”