Frase de Paulo Ricardo Zargolin
SONETO DE INFIDELIDADE De tudo, a quem me queira, retirarei acalento, Antes, e com tal gelo, e sempre e tanto Que mesmo em face do menor encanto, Dele se esvaia o meu pensamento Quero esquecê-lo em cada vão momento E com desprezo, espalhar meu canto E rir meu riso e derramar seu pranto Ainda que ele esteja em sofrimento Assim, quando mais tarde me procures, Quem sabe a sorte, amiga de quem joga Quem sabe a solidão, fim de uma noite Eu possa me dizer de quem eu "tive" Que não seja imoral (posto que é droga) Mas que seja finito enquanto eu não ame.
No pensador.ai desde