Pular para o conteúdo

Frase de Matheus N. (Nassi)

⁠Ontem eu tive medo. Eu tive medo de me olhar no espelho e não me reconhecer, depois de ter sentido a pressão de ter que me mudar por inteiro para caber na caixa de lembrança velha que você acredita ser espaçosa demais pra mim. Eu tive medo de acordar e por um ou dois segundos achar tudo estranho, ficar perdido e não lembrar meu nome Eu tive medo de ao botar os pés no mar a água ser tão gelada que estragasse o meu dia inteiro na praia Ontem eu tive medo. E se eu morresse porque comi os caroços da goiaba? E eu me afogasse porque chorei demais e não me deixei tempo para respirar? E se eu fosse esquecido? ou pior, e se eu eu fosse esquecido enquanto continuo vivo? Meu coração ainda dói um pouco quando eu penso em tudo que eu nunca poderia fazer ou ser Seja a minha cor clarinha que me rouba o papel Ou meus seguidores que não me seguem, só me olham A falta que eu sinto de mim as vezes é tamanha que eu me pergunto "quem sou eu de verdade depois que tudo que "estou", sumiu?" Eu não acho que só ontem eu tive medo, acho que hoje também. As vezes eu gosto de botar a mão na água, cheirar barrigas de gatos e cabeças de bebês Eu gosto de me deitar no chão e olhar par o ceú, só por querer, genuíno As vezes eu vejo o melhor nas pessoas, algumas outras vezes eu sinto o pior Porque alguém amaria alguém tão estranho? é válido? não sei. Não sirvo pra app de relacionamento Não como jenipapo Mas amo dançar na chuva Odeio barulho (mas amo barulho com as pessoas certas e no momento propício) me sinto perdido, sinto medo, sinto tanto, sinto muito. Ontem eu tive medo. Eu já te contei?

Matheus N. (Nassi)

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Matheus N. (Nassi)

Me tomas como velha companheira; Se agarras a mim como parasita; Suga do meu ser, a minha existência (e tenta levar contigo)
Continuar lendo

Me tomas como velha companheira; Se agarras a mim como parasita; Suga do meu ser, a minha existência (e tenta levar contigo) Me deixa pra baixo, me xinga, me bate, acaba comigo e... Quem sou eu? Como sou eu sem ti? Há um eu onde não me abuses? Por que eu? Por que assim? Por que? Sinto, ainda hoje, tu rastejando dentre minhas entranhas querendo sair; Mistura de dor com desassossego que teima em habitar em mim; Me causa ânsias, náuseas, vômitos, mas não se desprende (por que?) Deixe-me sorrir e expor verdade, aparta-te de mim, voe para longe e me deixe Deitado na cama eu espero, enquanto mal respiro, ajuda. [AJUDE-SE, AMIGO]