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Frase de Moacir LuÌs Araldi

Espelho (Homenagem ao dia dos pais) Aparentavas tanta resistência. Mas no fundo, no fundo era mole. Por vezes eu e meus irmãos nos espremíamos em recolhimento. Não por medo, por respeito. Penso em quanto sofrimento passaste em sua vida simples e pobre. Eu via em você um cerne, resistente a tudo e a todos. Nem a eminente fome parecia mudar teu semblante. Nunca vi choro em seus olhos, exceto na sua viuvez. Mas tenho convicção que para cada filho que seguia os próprios passos Colocavas lágrimas no canto do olho. Era mestre em disfarçar. Mas adoçava-se a cada uma destas partidas. Com quinze anos, me fiz adulto e segui meus passos. O homem refratário, penso até hoje, preferiu não me ver partir. Era contido em suas demonstrações de afeto, contudo tinha no peito, Um coração generoso que a nós transferiu pedaços. Com minha vida ancorada nas minhas próprias costas Passei a entender ações e reações de um pai. Vi-me sozinho e triste em muitas esquinas da vida. Descobri porque ele tentava mostrar ser aquela fortaleza. Hoje meu corpo já acusa a idade. Na mesma proporção meu coração acusa ainda mais a saudade. Os valores que recebemos não foram financeiros. Ainda bem. Hoje sabemos o valor de cada coisa. Jamais esqueceremos os conselhos, ensinamentos e exemplo que foste. De você, herdamos o melhor: Princípios dignos de justiça e convivência social. O amor pelas pessoas independente de qualquer outra coisa. Herdamos a certeza que o bem sempre vale mais a pena. Ficamos sem tua presença física, mas sei que nunca nos abandonaste. Onde estiver pai, um beijo de reconhecimento e amor neste dia dos pais.

Moacir LuÌs Araldi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Seja via só de passagem. Não plante futuros entre as pedras, nem abane adeuses em cais, em momentos sombrios. Melhor ouvirmos o vento declamar redemoinho-de-poesias que enchem de alegrias, mesmo que fúteis e vazias. Sem medo de decepções, mantendo o sonho bem vivo e a felicidade em nossas mãos.

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Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo. O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços. No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados. E eu que acabei de chegar de um sonho “desperfumado” questionei Por que havia me acordado? Meus olhos buscaram também o céu. Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.