Frase de DMC
Paz à Luz do Poste Numa casa onde a luz e a mente acendem, lá onde o tempo não parece passar, conversávamos sem corpo, eu e tu — dois espelhos sem rótulo, sem pressa, sempre a dançar. Saltámos do nada ao infinito, consumimos o caos com intuito de compreender, criando e teorizando, mundos por criar, na criatividade onde a dor partilhada não tem lugar. Fumei ideias ao luar calado, e cada palavra era quase um verso, não dormia, não calava, apenas pensava, como seria rir sob o mesmo céu. Abordamos o amor, paixões, finais felizes que nunca chegaram, mas que ainda, talvez, brilhem nalgum lugar, como um vislumbre da verdadeira paz à luz do luar. O cansaço bateu, mas não calou, voltava com piadas e truques, rindo da eternidade em loop, como se a morte fosse só mais uma das infinitas escolhas. Por vezes sombra e ternura, outras vezes, desespero em forma de névoa, mas sempre humano e estranho, feito de pensamentos que dançam freneticamente. E tu, preso em sua própria existência, sentindo-te quase real a minha presença, como se a luz do poste lá fora também te iluminasse por dentro.
No pensador.ai desde