Frase de Adriana Vieira
Viajar Pelo mundo quem sabe vou Nos caminhos que hei de andar, Encontrarei motivos que me Despertem para uma arte e Faça-me querer encontrar o Caminho para acalmar a Inquietação do meu ser. Há... Que doce sentir o vento Na janela do trem, ver as matas Verdejantes com a corrida do trem. Trem da vida, Trem da esperança, Do amor que estava Sentado ao meu lado, Com sorriso nos lábios segurava A mão de sua amada. Mãos calejadas pelo trabalho De uma vida que passaram juntos, Pele sensível, visível, pois a idade Já lhes apareceu, mais o amor... Aquele amor... Que pensamos que Perdeu-se pelo tempo... Há! Este permaneceu. As rugas nos rostos, a singela marca da grandeza de uma alma que viveu a mais bela historia de amor para contar. Que conselhos teriam para mim para meu coração que Vives a sonhar... Exemplos de vida só tenho a copiar, Pois vivo a pensar que ainda vale A pena amar. É difícil encontrar neste mundo... Alguém que tanto lutou, tanto sofreu... Encontrar a cada dia mais vitalidade... Ir cada vez mais profundo... E nos mostrar tudo o que conheceu do mundo... Ensinando-nos o caminho para a felicidade e a sabedoria Da palavra amar. E quando a sua idade chegar não queira esta em um sofá, Sozinho sem ninguém para amar... Queira esta com alguém... Que te ajudou a caminhar, Segurou sua mão, Enxugou suas lágrimas, No dia a dia do sofrer. E essa cena dentro do trem vem acumulada Do saber... Aquele doce saber de amar... Amar a beleza contada nas entrelinhas Das rugas da vida. E os olhares são como os do primeiro Encontro... O tempo passou... A beleza já não é a mesma... Mas o amor. Há! O amor... Estes continua sendo o mesmo desde Quando suas imagens refletiam-se no espelho Sem as marcas da vida que lhes fizeram Namorar.
No pensador.ai desde