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Frase de Luly Diniz

EU O MAR. Quando meu silêncio me gritou nas entranhas, E vi o reflexo do meu rosto marcado pelos anos Entendi feliz que não passei pela vida sem viver. Vivi comendo os dias, varrendo dores, vencendo Obstáculos, caindo e levantando. Da janela vi o meu mar; meu porque sempre esteve Bem ao meu alcance, beijando meus pés, ouvindo meus Segredos no barulho cúmplice das ondas espumantes. Agora vejo meu mar diferente de ontem; ontem não vi As marcas do tempo, não vi que estou tão só quanto Ele. Porém, não há remorsos, não há desapontamentos... O tempo passou... A vida me deu paixões relevantes, risos cheios de todos os sabores... Não há razão para chorar a solidão... Entre o barulho das ondas e a aparição espetacular da lua Eu escrevo meus sonetos expondo ternuras passadas. ...Outra vez tiro os sapatos para sentir a vida da areia, O beijo das ondas, o cheiro da maresia, a carícia do vento. Caminho recitando poemas; recordo meus prazeres que ainda me tiram um sorriso cínico e feliz dos lábios. As pegadas deixadas? Deixo o vento apagar, são pegadas de Um homem que dançou na chuva, brincou na lama, riu e chorou sem sentir vergonha de viver a vida como se não houvesse amanhã. Luly Diniz. 24/05/17

Luly Diniz

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PERDOE-ME VIDA URBANA. Perdoe-me vida urbana Já sofri... Chorei por amor... Desacreditei na humanidade sempre com pressa
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PERDOE-ME VIDA URBANA. Perdoe-me vida urbana Já sofri... Chorei por amor... Desacreditei na humanidade sempre com pressa Já me desmanchei ao sentir saudades... Tantas vezes... Já amei e fui amada, também fui mal-amada. Agora quero um tempo... Tempo para mim... Tempo para rever meus conceitos sem que intervenha... Com as mudanças de tempo com seus desajustes ocasionais Retirando sonhos roubando a liberdade de viver no silêncio ao Menos por uns segundos. Não quero saber se estou certa ou errada no pensar de outras Pessoas quero mergulhar nas águas límpidas dos mares imaculados. Ver o nascer do sol ou o despontar majestoso da lua em um silêncio Consagrado... Voar livre como uma borboleta por entre as flores silvestres singelas Nas suas cores variadas. Quero conhecer o cume da montanha mais alta e, de lá deslumbrar-me Com a vida, não esta vida que tenho com altos e baixos, mas com a beleza Que me é dada por DEUS, que você vida não me deixa apreciar... Ouvir incansavelmente o zumbido das abelhas. Sua pressa incessível tira o fôlego das pessoas. Preciso mais uma vez tentar encontrar um amor intenso... Amor que me faça flutuar sair do chão todas as vezes que ele me tocar. Mulher que apesar de estar neste seu curso quer muito ser feliz... Quem sabe possa dar vazão ao fantasioso tendo frenéticos Sonhos loucos que ainda não consegui viver que estão encravados na Minha alma pedindo para se libertar... Então vida para um pouco teu curso para que possamos sentir A sutil beleza da vida. Luly Diniz. 28/03/12.