Frase de Luly Diniz
EU O MAR. Quando meu silêncio me gritou nas entranhas, E vi o reflexo do meu rosto marcado pelos anos Entendi feliz que não passei pela vida sem viver. Vivi comendo os dias, varrendo dores, vencendo Obstáculos, caindo e levantando. Da janela vi o meu mar; meu porque sempre esteve Bem ao meu alcance, beijando meus pés, ouvindo meus Segredos no barulho cúmplice das ondas espumantes. Agora vejo meu mar diferente de ontem; ontem não vi As marcas do tempo, não vi que estou tão só quanto Ele. Porém, não há remorsos, não há desapontamentos... O tempo passou... A vida me deu paixões relevantes, risos cheios de todos os sabores... Não há razão para chorar a solidão... Entre o barulho das ondas e a aparição espetacular da lua Eu escrevo meus sonetos expondo ternuras passadas. ...Outra vez tiro os sapatos para sentir a vida da areia, O beijo das ondas, o cheiro da maresia, a carícia do vento. Caminho recitando poemas; recordo meus prazeres que ainda me tiram um sorriso cínico e feliz dos lábios. As pegadas deixadas? Deixo o vento apagar, são pegadas de Um homem que dançou na chuva, brincou na lama, riu e chorou sem sentir vergonha de viver a vida como se não houvesse amanhã. Luly Diniz. 24/05/17
No pensador.ai desde