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Frase de Raniere Gonçalves

Nem bem começo a encher o balaio e a vacada vem correndo me rodear. Assim é todos os dias: vou distribuindo balaiadas e mais balaiadas pras minhas mimosas. Elas adoram mascar mangas. Comum, coquinha, sabina. Elas nem se importam muito. Só ficam lá mascando e me olhando com aqueles olhares ternos e distantes. Todas elas menos Shanti, o bezerrinho baio que comprei da minha prima. Ele ainda está arredio na nova morada. Lindo e receoso com aquele seu lençol de barbela. Converso com ele mas nada: olha para os lados, suspeitoso... É preciso vagar com a lida. No dilatado do tempo tudo se encaminha. Dia desses ele aprende a mascar mangas, dia desses ele vira mansinho. Vida rural: horizontes alongados!

Raniere Gonçalves

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Atroaram roucos estampidos no distante. Zilhões de gotículas vieram, chuveriscando a pastaria. Desenhou-se um riso álacre nos meus lábios: Perdigotos de deus colorindo de verde esses meus olhos abaçanados.

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Refuguei o periquita. Um bom português não deve ser sacrificado assim na solidão de um fusili com linguiça. Coloquei a garrafa de volta no berço para que fique adormecida até a chegada dalguma princesa pálida. Ou mesmo de amigos valorosos. Agora vou começar a sesta porque depois ainda terei muito que urdir lá pelos meus domínios na barra do Piancó.