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Frase de Lucas Rizzotto

Marteladas do Acaso. Em um constate amanhecer gelado, entulhado, empilhado sobre outros pregos num saco sob o armário no porão. Meio palmo de altura, com cabeça toda pontilhada e um corpo extremamente fino. Era mais um na fila a espera de uma martelada para fixar-me a uma parede de madeira e lá passar toda a minha gélida vida até que a ferrugem faça-me necessária a substituição por outro prego ou que minha parede venha abaixo e os tijolos duros e o concreto ocupem o meu lugar. A tensão estava presa na dor da martelada ou no passar de toda uma vida alí parado - nem eu sabia. Feito eu, do mais duro ferro, o martelo imperador, cruel e impiedoso do alto traz a sombra e o baque de mais uma pregada. Mas assim de pouco em pouco, nós pregos amassamos a ponta do martelo até quem sabe um dia quebrar-se o cabo.

Lucas Rizzotto

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Lucas Rizzotto

O amor nunca estará à venda. Na banquinha do amor, existiam vários sabores à venda. E como se já não bastasse poder comprar o amor, ele estava na promoção. Inquieto, um dos visitantes pôs-se a prová-los. Todos os cheiros e sabores, como todo bom curioso.
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O amor nunca estará à venda. Na banquinha do amor, existiam vários sabores à venda. E como se já não bastasse poder comprar o amor, ele estava na promoção. Inquieto, um dos visitantes pôs-se a prová-los. Todos os cheiros e sabores, como todo bom curioso. Mas, na banquinha não falava, que para conhecer um a um, eram necessários anos, mesmo que em uma fração de segundos. Permaneci imóvel, correndo apenas com os olhos conseguia ver todos os potes coloridos. Uma senhora, já ampadara por uma bengala, notou minha faceta de curiosidade, e com um sorriso, falou: "Bom menino, fiz o mesmo que você. Usei apenas os olhos para ter a certeza de que não era necessário abrir todos os potes, para provar tudo o que o amor pode nos dar."

Xícara Vapor saindo da chaleira, Era a água no limiar do seu fervor,
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Xícara Vapor saindo da chaleira, Era a água no limiar do seu fervor, Vaporizando-se com o agitar de suas moléculas, Sendo o algoz dos cubos de gelo. Levada pela mão de quem quer servir a xícara, Sobrevoando aquela sala já sem saída, Jaziam meus últimos minutos, Até ser absorvida. Repousaria no oval de uma xícara, Que gélida, branca e límpida, Jamais esperaria, O calor de minhas gotas. Já banhada, quente e suada, Expelia seu sabor em forma de fumaça, Feito nevoa em tempestade, Com sua espuma de não realidade. Das profundezas do seu líquido enegrecido, Até poderia salpicar grãos de açúcar, Para temperar o líquido a ser bebido. Doce ou amargo.... Forte ou fraco.... Com a colher faziam ondas, Pequenos turbilhões, Que ora me adoçam, ora me amargam. Feito uma dose de whiskey e suas alucinações. Mas se do café fiz minhas letras, Mais uma xícara em branco ficaria. Pois não sou a àgua quente que também esfria, Muito menos o café que um dia termina.