Frase de Rosemere Melo Sanginetto.
A nódoa da mágoa, é uma póstuma lira, que desafina, ao escorrer da pálpebra! emana da retina, translúcida película, da mácula! há uma elipse nos teus olhos, nos côncavos recônditos há o lapso, do lacrimal! o declive dos lábios, e o corpo transpassado de amarras, que se entrelaçam na narrativa hemorrágica! sintaxe incompreensível? será possível? o corpo ser subjugado ao exílio...das palavras! a morfologia do quebradiço, dos cacos que não se encaixam, resquício psicografado de um coração fragmentado, cuidado com as palavras! elas vestem a alma...de significado! fomentas o regurgitar de sílabas decrépitas, mas sorri latente como de costume, dizes:"Está tudo bem!" mas aquilo que não é dito lhe corrói profundamente, fácil agarrar-se ao sentido do tátil! difícil é compreender o inaudível, sim a palavra as vezes é gesto, que perdeu os fonemas, e de alguma forma se veste do evasivo, poucos percebem que letras são coadjuvantes, da leitura do anímico! poetas convertem o emotivo em símbolos, mas do ângulo do outro tudo é assimétrico, por isso nem sempre o que digo se encaixa no meu sorriso, não me interprete ao pé da letra, e sim na sutileza de asteriscos...
No pensador.ai desde