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Frase de Moacir LuÌs Araldi

Depois de você Eu ainda mantenho a mesma rotina. Não deixo de fazer as coisas que fazíamos juntos. Sufoco o vazio dentro de mim para poder manter vivas as nossas lembranças. Queria ter sabido que eram as últimas vezes para poder dar a estes momentos muito mais intensidade. Visto a roupa que você elogiava e coloco uma música como se fôssemos dançar. Preparo o jantar. Abro um vinho e coloco duas taças. Empresto-me uma das minhas próprias mãos para podermos brindar. Tem horas que caminho pelo jardim admirando as flores e seus encantos. Falo com elas como fazias. Te chamo quando algo me impressiona – preciso que vejas. Acaricio teu cabelo e cubro-te a noite, como se ali estivesse. Às vezes escuto você contando do seu dia, eu também te conto o que eu fiz. – Juro - conto. O silêncio faz cair uma lágrima e na emoção digo, com o mesmo orgulho, que nossos filhos estão bem, os netos crescendo no caminho que tantos queríamos. Sim, tua falta aqui é impossível de suprir. Foram tantos momentos, planos, desejos, sorrisos.... Quanta vida vimos brotar em nós e nos nossos. Não, eu não estou enlouquecendo, ainda que pudesse ser, pois a saudade e a solidão podem levar à loucura. Sei que um dia você vai aparecer. Vai me chamar. Vai segurar minha mão para não soltar mais. Assim caminharemos para a eternidade. Espero paciente. Quando este dia chegar vamos salvar o que infinitamos nas nossas almas. No céu seremos novamente nós dois.

Moacir LuÌs Araldi

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Seja via só de passagem. Não plante futuros entre as pedras, nem abane adeuses em cais, em momentos sombrios. Melhor ouvirmos o vento declamar redemoinho-de-poesias que enchem de alegrias, mesmo que fúteis e vazias. Sem medo de decepções, mantendo o sonho bem vivo e a felicidade em nossas mãos.

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Embaçado O dia estava me esperando. Lindo. Primaveris adornos a enfeitá-lo. O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços. No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados. E eu que acabei de chegar de um sonho “desperfumado” questionei Por que havia me acordado? Meus olhos buscaram também o céu. Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.