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Frase de António Prates

⁠Ó velas do meu moinho, rodízios da minha azenha, vão rodando lentamente esperando que a morte venha. I Há qualquer coisa no rosto desse teu ser pachorrento, como quem espera o vento nas belas tardes de Agosto… O que me causa desgosto é ver o teu descaminho, deixo neste pergaminho saudades do teu passado, e ao ver-te abandonado ó velas do meu moinho. II Foste um símbolo da vida, remoeste farinha a rodos, foi pena não dar p´ra todos, como é triste a despedida... Foste pão numa guarida, imperador real da brenha... O meu ser em ti se empenha em ser cantante e moleiro, ó águas do meu ribeiro, rodízios da minha azenha. III Rodopiando a nostalgia onde o meu ser nada viu, não laborou, não sentiu, nem fez de ti moradia... Resta a minha simpatia, o supor de quem não sente, recordar o antigamente, enaltecer a nossa História, E os meus versos, na memória vão rodando lentamente. IV Rodam como uma moagem com carradas de cultura e os sinais de desventura dão-me gritos de coragem... São murmúrios da mensagem celebrada na resenha, pra que o vento nos mantenha sempre a par do seu saber, e todo o mais é só viver, esperando que a morte venha.

António Prates

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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⁠Havia muito mais progresso moral se não houvesse tanta inveja nem tanto egoísmo.