Pular para o conteúdo

Frase de Jonadabi B. Ferreira

O mar não mais me faz brisa A brisa não mais me sopra o rosto E agora, que faço eu? Perdido num mar d'aquilo que me vem Em minha divagações taciturnas O brilho da lua realça tuas ondas Teu brilho negro-prateado me sorri Tuas garras afiadas me prendem o pescoço Que sou eu? Refém, diz tu Refém do quê? Refém de si Refém de teus pensamentos Refém de tua luxuria insalúbre Refém desse mundo sórdido Refém das pernas abertas projetadas à vista Mas que faço eu? Que sou tão pequeno homem Quero tu, apenas tu, além de tu, perco-me em mim Mas a ti me encontro, e reencontro-me dentro de tu E a lua realça teu corpo E a brisa volta a meu rosto E o sopro é bom E as tuas ondas batem contra meu peito E tu respira suave E tu é meu mar E tornamo-nos um

Jonadabi B. Ferreira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Jonadabi B. Ferreira

Na noite cai a chuva Cai lentamente sobre o cinza urbano No lúgubre cintilar dos faróis acesos
Continuar lendo

Na noite cai a chuva Cai lentamente sobre o cinza urbano No lúgubre cintilar dos faróis acesos Contorno sombrio e profano Perdidos na manada de metal Na incerteza da vida Na escuridão da noite Contando cada real Viajando pelo irreal, o irracional O consentimento da escravidão Cravado em cada centímetro moral A vida acaba, voa passarinho Voa livre, livre da selva de metal Voa livre, de volta ao teu ninho