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Frase de EdsonRicardoPaiva

Eu gosto mesmo é de ser criança Subir-me num pé de sonhos Me arvorar no galho mais alto E imaginar que esses anos passados Foram só devaneios de infância E que vou descer de lá No meio de algum quintal que existe ainda Pode ser naquela linda hora triste Em que a mãe mandava ir tomar banho E banhar-me de toda malícia Dessa astúcia adquirida Nas feridas que a vida trouxe Enquanto a vida não tirou-me ainda da mente essa doce lembrança E de novo encher-me de sonhos Criança nasce de novo, todo dia E no dia que não mais for assim Não é mais infância. Criança deseja, sim Ter aquilo que não tem Mas, se não tiver, nem liga Criança não é mulher e nem homem Criança é criança Come o que todos comem Mas na hora de sonhar Ninguém sonha melhor do que ela Aquela briga boba pela vida Ainda não lhe pertence Tanto faz, quem vence ou quem vence Pensa assim...e assim todos vencem Criança tem paz, sorri para a vida Não faz mal se a vida não sorri de volta São tudo coisas da vida E nada que a vida fizer A convence a desistir de nada Criança volta pra casa Vencedora e satisfeita, todo dia As dores de hoje Não vão mais doer amanhã Criança não tem Cicatrizes na alma Hoje, por maior seja A calma com que eu desça Do galho do pé de sonhos Os velhos pés sentem dor Pior é a dor de não saber Se hoje o meu sonho maior É o sonho de eu Nunca mais subir lá ou de lá Nunca mais eu descer. Edson Ricardo Paiva.

EdsonRicardoPaiva

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Outras frases de EdsonRicardoPaiva

"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível
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"E tudo acaba Sendo eternamente igual Não se divide o invisível Em partes iguais Ponto final Nada mais." Edson Ricardo Paiva.

⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora
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⁠Nasce o dia na janela Bela luz que resplandece Cresce o canto de pássaros lá fora Poesia infinita pra olhares falantes Olha o ar com olhar de ouvinte Um certo manto vem cobrir-me a alma O momento, o instante, o segundo seguinte Um mágico nascer de dia A magia sobrepõe-se à lógica Transcende ao frio caminhar das horas Põe as coisas onde estão Aquece o caminho Navega o mar sem pressa Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira Tem que ver como é bonito Quando o espírito da gente Volta lá na primeira manhã Relembra o quente que era Cada sol que alvorecia e mostrava Toda gota brilhante Cada instante percorria a nova primavera Vivida ou vindoura Cada lágrima chorada Pois a vida é nada, se a gente não chora também Se são elas que douram as lembranças De todas as dores e alegrias Noites bem ou maldormidas Manhãs orvalhadas São as horas da vida e há de sempre faltar Vamos sempre carecer daquele mero instante Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros Corre o tempo, passa tudo O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão Nasce o dia na janela, é preciso viver E se a vida é bela ainda Cada um de nós precisa ouvir A voz que tem o coração Só ela pode dizer. Edson Ricardo Paiva.

Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação
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Quando o teu relógio Finalmente despertar Pode ser recordação Ou a frase que porventura Lhe vier à cabeça Em mais uma oração Um ponteiro tardio Mostrando que a hora passou Um palco vazio A cortina, há muito fechada A roda gigante da vida girou Teus relógios brilhantes Mostram sempre as mesmas horas Mas os tempos são outros Este mundo está tão diferente Luzes apagadas Não há nada, não há mais ninguém Um dia o relógio desperta É momento de despedida Nesta vida Pra tudo existe a hora certa. Edson Ricardo Paiva

Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro
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Margarida. O ponto de mutação Um canto de pássaro Aquele traço profundo Meus passos cada vez mais lentos Quatro ventos Quatro pontos Quatro estações Não sei em qual delas eu desço desde o começo eu desconfiava Que essa estrada Não leva a lugar nenhum Pressinto o quinto dos infernos Resumindo tudo isso Eu meço a distância e concluo a relevância do nada E é nisso Que tudo consiste Sigo mudo e cego Ouvidos ouvindo absurdos A cada dia mais corretos E cada vez menos lerdos Á minha esquerda Jaz a margarida Quase apagada Semi-desenhada na parede Milhões de Céus Bilhões de mundos Eu no chão É quando chego ao ponto Porém este de interrogação Edson Ricardo Paiva