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Frase de Christina Araújo

Mexe, remexe, embola e desliza por entre os fios a passar, Do que eram feitos todos os fios agora eu vou lhes  contar: Teceu o vento com tempo, rigor e esperança finas linha da vida,pequenas e entrelaçadas, elas sempre seletivas . Mexe, remexe bola na peneira Quem vem por ela passar? Passou àquela moça a mais bonita que tinha naquele lugar, Passou também aquele rapaz, ficou preso,mas voltou na segunda remessa do barro e logo tornou a escorregar; E ela não para sempre trabalha para coisas boas selecionar. As vezes é dura, e as vezes é mansa Nos pondo a questionar, mas não questione pois nela só passa o que tem de passar. Trabalha em conjunto com a saudade, trazendo alguns grãos de volta ao peneirar. Mexe, remexe olha a correria tirando mais alguns de lá, O rapaz que controla essa peneira tem o mais puro coração, a Cristo o chamam e Ele trabalha com essa terra sem nada esperar, Foi lá no monte e pegou mais um punhado de terra,desta vez de outro lugar. Que rica mistura e leveza ela tinha depois da peneira passar. Tão leve e bela cada vez que ela passa essa terra há de se tornar, Leve porém não menos forte Pois as partículas hão de se juntar Formando a montanha firme e forte Tão forte,que pode até se moldar. Um dia será um vaso Mas antes,bem antes, muita poeira ainda há de passar.

Christina Araújo

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Pensador.com

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(Poeira Cósmica ) Somos poeira, Viemos dela e para ela voltaremos
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(Poeira Cósmica ) Somos poeira, Viemos dela e para ela voltaremos Mas nesse meio tempo Nos pomos a vagar ; Nessa estrutura temporária Ficamos a nos debater Sempre a procura de um norte Sempre a procura de um lugar onde nos encaixaremos, A penar, a penar Por essa selva de pedra Invisíveis e tão pequenos Nas multidões Infinitos e gigantes dentro de si.

Partiram-lhe em tantos pedaços que ao longo dos anos já não sabia se conseguiria juntar, ajeitava, colava e assim ia,vivendo essa vida que não pode parar. Por onde passava deixava um pouco de si e também levava lá dentro do peito, a saudade de quem um dia ali fez morada, em cada…
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Partiram-lhe em tantos pedaços que ao longo dos anos já não sabia se conseguiria juntar, ajeitava, colava e assim ia,vivendo essa vida que não pode parar. Por onde passava deixava um pouco de si e também levava lá dentro do peito, a saudade de quem um dia ali fez morada, em cada lembrança boa a cura das feridas que um dia farão sua alma regenerada.

Como acreditar no amor que tu me oferecia? Se enquanto eu era o mar tu não passava de uma piscina? Enquanto tu me enchia de palavras bonitas eu te amava com o peito, e esse ainda aqui cicatriza, às vezes ainda sangra, mas não se tornou frio e nem descrente,espero ainda mergulhar…
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Como acreditar no amor que tu me oferecia? Se enquanto eu era o mar tu não passava de uma piscina? Enquanto tu me enchia de palavras bonitas eu te amava com o peito, e esse ainda aqui cicatriza, às vezes ainda sangra, mas não se tornou frio e nem descrente,espero ainda mergulhar sem medo noutro amor dessa vez profundo, por que se eu falo em amar não fico na superfície, e nem posso ficar...não sou de me entregar pela metade. Amor de verdade é coisa escassa, Brinca com o tempo, faz dele um menino. Não distingue um instante de 10 anos, O que é o tempo perto desse sentimento?