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Frase de Carolline Vieira

Eu tinha visto nele a calma que eu precisava em alguém. Eu não aguentava mais representar, me encher de álcool e festas fingindo que estava tudo bem, quando na verdade o que eu mais queria é ter um braço pra me apoiar. Ter um abraço que me faça parar o mundo, como há muito tempo não fazia. Não tava aguentando mais agir diferente do que eu queria, do que eu podia. Eu tinha visto nele, a oportunidad e pra ser feliz de novo. Não me pergunte o por quê, essas coisas não tem explicação, a gente sente. Não foi o primeiro, nem o último que eu conheci de uns tempos pra cá. Mas foi o único que marcou de um jeito diferente. Não é o mais bonito, o com mais dinheiro, nem tem nada que chame tanta atenção. Acho que o que mais me atrai em meio a isso tudo é a tranquilidade que ele me passa. É uma calma ainda que intensa, é uma intensidade calma. Contraditório, e ao mesmo tempo muito coerente. Eu queria e ponto. E queria muito. Não era mais capricho, era certeza. Mesmo sabendo das dificuldades que existiriam, mesmo sabendo da distância, a verdade é que todo resto ficou muito pequeno comparado ao bem que ele me fazia. Ele era totalmente diferente de tudo que eu já conheci. O foco dele pras coisas, o jeito, a importância que ele dá pros pequenos gestos, o cuidado com a família, com o futuro. Nunca vi um cara tão certo do que queria. Ao mesmo tempo que eu ficava encantada, isso me assustou. Assustou de um jeito bom, me brilhou ainda mais os olhos e me tornou mais exigente comigo mesma. Ele era uma incógnita na minha cabeça. Sempre soube como agir, e dessa vez, me senti perdida, sem jeito. Não sabia o que falar, como procurar, sem ferir o espaço dele ou parecer que não me importo. Todo cuidado me parecia pouco. A minha vontade era de tocar lá na porta dele e falar pra gente não perder mais tempo. Era de deixar claro que o amanhã não me interessa, que a gente vive no presente. Que a cada mensagem que recebo ele arranca um sorriso do meu rosto. Que quando lembro dos nossos momentos juntos eu tenho vontade de parar no tempo. Eu queria olhar nos olhos dele e dizer o quanto ele era especial, mesmo sem que ele sequer imagine. E que a cada vez que nos falamos, meu coração bate mais forte, de um jeito que a distância entre Rio e São Paulo se torne tão curta quanto o caminho que eu faço todo dia entre meu trabalho e a faculdade. Não sabia o que falar, como falar, nem se deveria falar. Mas de alguma maneira, agradeço por poder sentir.

Carolline Vieira

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Carolline Vieira

Ele tinha um ego maior que ele. Ela tinha uma teimosia maior que o próprio ego. Ele sabia ser romântico quando tinha que ser, embora nem todos fossem capazes de enxergar essa qualidade. Ela dominava a grosseria, mas quando ouvia uma palavra romântica, se tornava a mais doce das c…
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Ele tinha um ego maior que ele. Ela tinha uma teimosia maior que o próprio ego. Ele sabia ser romântico quando tinha que ser, embora nem todos fossem capazes de enxergar essa qualidade. Ela dominava a grosseria, mas quando ouvia uma palavra romântica, se tornava a mais doce das criaturas. Ele era prestativo, fazia questão de ajudar de todas as maneiras quem necessitasse de ajuda. Ela era preguiçosa, preferia ficar observando e babando tanto cuidado e zelo ali de perto. Ele tinha muitos amigos. Ela tinha poucos, mas tinha o suficiente para se satisfazer e se sentir privilegiada. Ele tinha mania de mexer no cabelo. Ela não podia encontrar um espelho. Ele tinha o costume de aumentar o tom da voz. Ela tinha o hábito de chorar em voz baixa. Ele sabia dançar. Ela era uma negação em qualquer movimento. Ele adorava vodka. Ela preferia a cerveja. Ele dava um banho na cozinha. Ela mal sabia fazer um miojo. Ele era de exatas. Ela de humanas. Ele gostava de ler. Ela amava escrever. Ele preferia campo. Ela curtia praia. Ele era viciado em esporte. Ela em chocolate. Ele tinha um abraço que valia mais que mil palavras. Ela tinha o dom de usar as palavras no momento certo. Ele errava. Ela amenizava o tamanho dos erros. Ele acertava. Ela ressaltava cada pequeno acerto. Ele se importava. Ela sabia melhor do que ninguém. Ele amava. Ela também.

Amar, mesmo tendo todos os motivos do mundo para odiar alguém. Vocês sabem que são incompatíveis, já se provaram isso milhares de vezes, e ainda assim, não para de pensar em infinitas possibilidades de ficarem juntos. Parece contraditório, mas não é. Burrice? Talvez não. O amor é…
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Amar, mesmo tendo todos os motivos do mundo para odiar alguém. Vocês sabem que são incompatíveis, já se provaram isso milhares de vezes, e ainda assim, não para de pensar em infinitas possibilidades de ficarem juntos. Parece contraditório, mas não é. Burrice? Talvez não. O amor é exatamente isso. Ultrapassa o entendimento, faz a gente sair do comum, mudar nosso pensamento em questão de segundos com um simples gesto de carinho. A gente briga, fala bobagem, mas troca tudo por um abraço ou uma palavra doce. Troca tudo pra se sentir querido e amado de novo. Um olhar diferente já nos faz esquecer toda e qualquer ferida do passado, mesmo que ela volte a ser lembrada lá na frente. Quando a gente ama, sente por dois, sofre por dois, sorri duas vezes. O amor não tem dúvida, não se engana. Ele sabe direitinho que quer pra si. Se a dúvida começar a aparecer, não sei não. Aí tem. Quando a gente ama não se importa com a opinião alheia, nem com uma segunda pessoa. Não adianta pedir conselho pra amigo, porque embora você saiba tudo o que ele vai falar, e que na maioria das vezes não deixa de ser verdade, o coração fala mais alto. Sempre vai falar. Não é masoquismo, é o sentimento mostrando que a sua força é maior. Temos o péssimo hábito de achar que podemos controlar o que sentimos, mas no fundo sabemos que somos controlados pelas nossas emoções. Amar é perder a razão. É se perder, pra talvez assim, conseguir se encontrar.

Mas a verdade é que eu vivo me perguntando por que não consigo desistir. Não consigo entender porque ainda me sinto a pessoa mais sortuda do mundo quando recebo uma ligação sua, mesmo não sendo frequente. Não entra na minha cabeça como me satisfaço com o pouco que você vem me ofe…
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Mas a verdade é que eu vivo me perguntando por que não consigo desistir. Não consigo entender porque ainda me sinto a pessoa mais sortuda do mundo quando recebo uma ligação sua, mesmo não sendo frequente. Não entra na minha cabeça como me satisfaço com o pouco que você vem me oferecendo, e como esse pouco – ainda assim – consegue suprir tudo o que eu preciso pro meu dia ser mais feliz. Já ouvi de muita gente que eu mereço mais do que isso. Mais do que ligações e encontros como segunda opção, mais do que meias palavras. Acontece que tudo que vem pela metade da sua mão, me faz inteira. Vai entender. Aprendi desde pequena a não desistir do que me faz sorrir, e talvez por isso não consiga te largar de mão. Você é o responsável pelos meus maiores sorrisos. De um jeito torto, diferente do resto. Parece que você sabe o momento certo de aparecer, sabe a hora certa pra tudo. De repente, some. Fico mal, me perguntando por que esse tipo de coisa só acontece comigo, por que tudo vive dando errado. E aí você volta. Com aquele jeitinho de sempre, com o sorriso de sempre, me fazendo aquele bem de sempre. Alguns garantem que fiz a escolha errada ao me entregar pra você. Mas apesar dos desencontros e da falta de clareza dessa história, quando paro pra pensar em tudo que passamos entendo porque continuo aqui. Entendo que somos especiais um pro outro de alguma forma. Sabe por quê? Você até pode ir, mas sempre vai saber pra onde quer voltar. E sempre volta.

Queria dizer pra ele o quanto gostei daquela noite, mesmo que não tivesse acontecido nada demais. Aliás, nada demais em termos. Não sei o que as pessoas esperam de um encontro ou uma saída dessas pra jogar conversa fora, só sei que pra mim foi o suficiente pra querer repetir a do…
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Queria dizer pra ele o quanto gostei daquela noite, mesmo que não tivesse acontecido nada demais. Aliás, nada demais em termos. Não sei o que as pessoas esperam de um encontro ou uma saída dessas pra jogar conversa fora, só sei que pra mim foi o suficiente pra querer repetir a dose. Me encanta essa coisa da simplicidade. Tinha tudo pra ser uma noite legal, mas foi mais que isso. Uma noite leve, com conversas intermináveis onde nem de longe se notava o tempo passar. Um misto de risadas, descobertas, empatia. Um daqueles dias que eu poderia passar horas e mais horas ali, sem fazer o menor esforço, só pelo prazer da companhia. Sem segundas intenções ou tentativas de qualquer coisa senão um papo bom. Não sei dizer ao certo se houve interesse das duas partes, e pra ser sincera, não me preocupo. Quando converso sobre esses assuntos com algumas amigas, a maioria chega entusiasmada contando mínimos detalhes, e acaba se irritando quando o cara não tenta se “aproximar” ou demonstrar certo interesse. Se sentem rejeitadas. Eu não. Enxergo e penso diferente. Acredito que o fato do cara não ter tentado nada talvez seja motivo de sorte. Ter como intenção te conhecer, saber da sua história, saber seus gostos, pra mim vale muito mais do que alguém que te chama pra sair pra te dar uns beijos e cair fora. Sem essa de criar expectativas. Vamos deixar a vida surpreender? O segredo é deixar as coisas acontecerem. E vou te falar, elas acontecem. Acontecem quando têm que acontecer, com quem tiver que acontecer, se tiver que acontecer. Pra que forçar a barra? O jeito é esperar pra ver.