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Frase de Jorge Nicodemos

DEIXA EU DIZER QUE TE AMO Certa vez, Karl Menninger disse que o amor cura as pessoas. Tanto as que o recebem quanto as que o dão. No fim, ele tinha – e continua tendo - toda a razão do mundo. . E a beleza de sermos humanos não está necessariamente na profundidade daquilo que raciocinamos sobre as coisas que estão passando diante dos nossos olhos. E sim nessa brilhante capacidade de sentirmos algo, já que hoje as pessoas quase não sentem coisa alguma, de tanto que perdem tempo buscando explicação para tudo. Vivemos num ritmo de vida tão acelerado, que por tabela acabamos bloqueando grande parte dos estímulos que a vida nos entrega, por temermos o possível encontro com a dor que não nos prepararam para sentirmos. Somos instruídos desde pequenos, a buscarmos a felicidade a qualquer custo, enquanto de forma incansável, tentamos neutralizar toda e qualquer chance de sermos atingidos pelo que – e por quem – vem de fora. O que não reparamos a tempo é que aqueles que afetam a nossa vida, também podem trazer algo de bom. Mas quando finalmente acreditamos que desenvolvemos a capacidade de reconhecermos a felicidade, já estamos por demais sob o efeito anestesiante da insensibilidade. E então, os tantos encantos (e prazeres) de estarmos vivos, passam diante dos nossos olhos como se fossem coisas normais. Outro dia eu vi um beija flor voando no quintal da minha casa, e me permitir aqueles bons segundos de contemplação foi suficiente para me fazer bem pelo resto do dia. Fazia tempo que eu não notava a grandiosidade das coisas simples. E aquilo foi demais. E então eu lhe pergunto: Quando foi a última vez que você se impressionou com alguma coisa que fez bem? Quando foi a última vez que você sentiu seus pelos eriçados por algo que fez seu coração pulsar mais forte? Quando foi que você sentiu a chuva e não apenas se molhou? Quando foi que você se sentiu tão bem consigo mesmo(a) que reagiu como se a sua alma gritasse dentro da sua cabeça, que era preciso partilhar essa felicidade com mais alguém, pelo simples prazer de levar a alegria de viver, adiante? E então, você partilha coisas boas? Ou você apenas aguarda que alguém lhe traga a tão sonhada felicidade, para que assim você leve pra dentro da mente a ideia de que as coisas estão seguindo bem? Eu sempre me perguntei o porquê da minha vó (paterna) só se sentar para comer, depois que todos estivessem com a sua comida no prato. Hoje eu entendo que aquela era a sua forma discreta de dizer: - Eu amo vocês. E me colocar em segundo plano, não me diminui em nada. Pelo contrário. É um prazer servi-los. Aquele amor estava diante dos meus olhos, desde sempre. Mas eu só permiti que a minha humanidade me fizesse compreender o óbvio, quando eu decidi ir mais devagar. Quando optei por me abrir para a vida. E aquela foi a melhor decisão que eu já tomei. Então, antes de se perguntar se alguém te ama de verdade, recomendo que você se pergunte se tem distribuído amor por onde passa. Que você permita que os outros amem, da forma como eles sabem amar, e não como você gostaria que fosse amado(a). Eu recomendo que você não se prenda ao clichê da frase pronta. Do roteiro preestabelecido. Que você crie seu próprio modelo de demonstração de amor e de reconhecimento de amor recebido. Que busque sentir as entrelinhas. A beleza está em toda parte. Acredite. Então sinta-a. Permita que ela se manifeste. Que seja parte integrante dos seus dias. A vida é muito mais do que esse piloto automático que deixamos ativado por tanto tempo. E faz um bem enorme quando finalmente deixamos de sobreviver, por sermos – finalmente - promovidos ao cargo de diretores do nosso sentir. E que sintamos muito. Sinta a sua vida.

Jorge Nicodemos

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Jorge Nicodemos

E que aqueles que amam não deixem de dizer o que sentem. E tendo dito, que sigam a partir dai, tendo o passado sendo conjugado sempre no seu tempo, ainda que por vezes ele teime em bater à porta do presente.
Eu acho uma delícia este laço de amizade que existe entre os sentidos. Essa forma - ás vezes - tão discreta como eles interagem sem promover maiores alardes e ainda assim deixam tudo tão claro. Tão óbvio. Tão liberto dos subentendidos da vida. É como acordar mais cedo e ver que…
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Eu acho uma delícia este laço de amizade que existe entre os sentidos. Essa forma - ás vezes - tão discreta como eles interagem sem promover maiores alardes e ainda assim deixam tudo tão claro. Tão óbvio. Tão liberto dos subentendidos da vida. É como acordar mais cedo e ver que por você ainda estar, quem sabe, no meio de um daqueles sonhos gostosos que poderiam durar mais uns 15 ou 30 minutos, lhe encontro sem defesas e à mercê dos meus desejos. Cada um deles. Todos contidos sob o ardor da minha pele desde cedo inquieta. E antes que eu siga até as janelas a fim de cumprimentar o novo dia, ainda que pelo tom de azul do céu e a vivacidade dos raios do sol, estes sejam convites praticamente irrecusáveis, eu sinto como é inevitável atender às vontades da minha pele que clama pela tua. E assim eu fico mais um pouco. Sutilmente lhe acaricio os cabelos cuidadosamente emaranhados sobre a orelha direita. Por alguma razão a minha preferida. E lhe descubro e desperto com um sorrateiro beijo numa das suas bordas ainda sob o status de presa fácil. - Bom dia! Eu digo baixinho. E com um leve movimento das suas pernas ainda reféns das minhas, percebo que mesmo através de um som quase inaudível, o seu sentir sempre reconhece o meu. E reage. E assim tudo se encaixa como peças moldadas exatamente umas para as outras. Toco sua nuca e ouço um suspiro. Vejo sua pele se eriçar e não resisto ao impulso por sentir teu cheiro de preguiça fixado também na roupa de cama. Dou-lhe um beijo num dos ombros enquanto enlaço meus dedos nos seus e recebo seu espreguiçar vagaroso, ainda com as pálpebras tão pesadas que nem levantaram voo. - Hmmm. Bom dia! Você me diz de forma arrastada. Com um abraço firme lhe trago de encontro a mim. Com um sorriso você traz a certeza da escolha. No silêncio nos encontramos. O café que espere.

Espero que um dia eu possa sentar num banquinho desses de praça e tenha a tarde inteira como testemunha dos meus sorridentes flashs de memória de uma vida realizada. Vida essa que eu tive o prazer de compartilhar com uma Mulher que sempre soube como transformar um momento qualqu…
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Espero que um dia eu possa sentar num banquinho desses de praça e tenha a tarde inteira como testemunha dos meus sorridentes flashs de memória de uma vida realizada. Vida essa que eu tive o prazer de compartilhar com uma Mulher que sempre soube como transformar um momento qualquer, na parte mais feliz do dia em cada um dos seus ínfimos detalhes, ainda que por vezes ela nem fizesse ideia disso. Que no decorrer deste diálogo gostoso entre a saudade e a gratidão, possamos rir com gosto, dos tantos tropeços que feriram os nossos pés mas não nos impediram de continuar caminhando juntos, lado a lado, como se a menor possibilidade de afastamento resultasse num provável tombo pela falta de uma parte de nós mesmos que coabita a existência alheia. Que a cada dia possamos olhar nos olhos do outro e perceber que continuamos sendo a trilha sonora que embala nosso melhor sorriso-cúmplice. E que ele jamais permita que as amarguras externas nos tirem a alegria de ver no outro, a razão para sempre agradecermos por mais um despertar com aquela voz gostosa promovendo os risos sempre tão soltos e leves. E que tenhamos, apesar dos dias cinzentos, a certeza de que valeu a pena ter acreditado, um dia após o outro, que estivemos sempre no lugar exato. Que o nosso sim foi o responsável por hoje termos consciência de que o tal final feliz, talvez seja apenas o seguir em frente, quando tudo parece estar por um fio, mas logo retoma sua estabilidade e consistência, porque permanecer é coisa de quem não tem medo de ficar.

Talvez um dia alguém lhe escolha como anjo da guarda. E esta decisão não será baseada na ilusão de que você possui super poderes, mas sim na certeza de que, como nenhuma outra pessoa, você consegue fazê-lo(a) enxergar e compreender o outro lado da dor. Aquele onde fica guardado,…
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Talvez um dia alguém lhe escolha como anjo da guarda. E esta decisão não será baseada na ilusão de que você possui super poderes, mas sim na certeza de que, como nenhuma outra pessoa, você consegue fazê-lo(a) enxergar e compreender o outro lado da dor. Aquele onde fica guardado, muito bem escondido, o ensinamento que todo sofrimento sempre traz na sua bagagem. E mesmo sabendo que nem sempre terá o que dizer, você sentirá orgulho por ser um porto seguro para alguém que compartilha a vida sem receio de que você o(a) veja desprovido(a) das suas guarnições. Alguém representado agora por milhares de fragmentos do que um dia já foi fortaleza. Você será aquela pessoa que logo virá em mente quando ele(a) precisar repousar a alma cansada de bancar a durona. E será chamado(a) (ou procurado) sempre que o seu colo - carregado de ternura - for o travesseiro indispensável para transmitir a sensação real do acolhimento. E eu entendo que em determinadas situações, tudo o que queríamos era ter uma carta extra na manga. O dom de tocar naquela vida e instantaneamente extrair toda a dor que existir, deixando espaço apenas para suaves prestações de uma felicidade que por ora lhe parece distante. Mas para ser um anjo da guarda não é preciso mais do que a disposição para ouvir o que o coração já não suporta guardar sozinho, a serenidade para orientar até onde lhe é cabível e a sensibilidade para perceber quando os braços abertos se fizerem a mais confortável moradia para uma vida cansada. Se o seu dia de anjo da guarda, chegou, agradeça. Nunca se sabe quando o nosso pouquinho será tudo o que alguém pode estar precisando. "Gosto de pensar assim: se a gente faz o que manda o coração, lá na frente, tudo se explica."