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Frase de Rebecca Salomão de Carvalho

TEMPOS MODERNOS É preciso conscientizar-se E tudo pode acontecer... Para compreender, inteirar-se, comunicar e de tudo se defender Do nacionalismo à globalização Da energia nuclear, da genética, da comunicação. A conquista do espaço sideral. Já fomos à Lua e dela voltamos. Colocamos o pé em Marte - sim, porque a tecnologia já está lá - mas temos uma dificuldade enorme em ajudar alguém necessitado a atravessar uma rua. As estratégias mercadológicas - temos maiores rendimentos, mas menos padrão moral. Se é preciso conhecer e de tudo nos defendermos, aí estão as leis, os preceitos e as normas. A conduta do bem viver. As fórmulas, as fôrmas, as formas. Mas sem por isso ficamos ou somos mais inteligentes. Somos descendentes e decadentes... Falamos demais, amamos raramente e odiamos com freqüência. A vida em si já não tem tanto valor - aprendemos como ganhar a vida, mas não sabemos como viver essa vida. A medicina preocupa-se e assim a queremos - acrescentar anos à extensão de nossas vidas, mas não, qualidade de vida à extensão dos nossos dias de existência. O átomo já foi dividido, porém os nossos preconceitos permanecem os mesmos, e a ignorância dos verdadeiros valores da vida! Temos maior variedade de alimentos, mais diversificação na culinária, porém o nosso paladar para o sabor da vida tornou-se insípido, entorpecido, porque esquecemos de sonhar. Sequer sabemos, queremos ou podemos projetar um futuro para os que têm fome - não só de alimento, mas de justiça, de afeto, de atenção, solidariedade, respeito, dignidade. Temos uma multiplicação de templos, mistificação na espiritualidade, mas temos menos proximidade com Deus e muito menos Fé! Disparamos a correr contra o tempo - afinal, o tempo urge - e esquecemos de que há coisas na vida que necessitam do exercício de nossa paciência. Vivemos em um tempo em que desejamos mais do que nunca a Paz Mundial, e nada ou pouco fazemos pela guerra que reina nos lares. Usufruímos de um tempo em que há shopping centers por todos os lugares, vitrines com diversidade de ofertas para serem oferecidas e comparadas, e nada há, dentro de nossos corações, que sirva, ao menos, de amostra grátis. Gastamos o nosso tempo de forma perdulária, como se fôssemos eternos e não houvesse transitoriedade no tempo da vida! Comunicação humana nem pensar! Para isso a tecnologia nos presenteia a cada dia com novos recursos. Construímos mais computadores com mais recursos tecnológicos de armazenagem de informações, mais produção de cópias para multiplicar, mas não estamos nem um pouco preocupados com a palavra dita ou ouvida quando dela necessitamos, ou temos de utilizá-la. Afinal, a comunicação virtual está aí para solucionar, também, esse problema. Preocupação com o próximo é UTOPIA. Dizem alguns: "eu não tenho tempo". Eu diria: perdemos o conceito de um dos maiores mandamentos." Conquistamos o nosso espaço exterior, mas não nosso espaço interior. Estamos preocupados com a limpeza do ar, a camada de ozônio, aonde vai parar o lixo de nossas casas, mas não nos preocupamos em desfuliginizar o que vai dentro de nós. Lembre-se: você está aqui dispondo de um tempo que foi concedido por Deus! Aprenda e coloque em prática cada lição aprendida na Escola da Vida! Fazemos coisas maiores, mas em sempre melhores... Tenha dentro de você uma certeza: o que você faz da sua vida não é só problema seu - por extensão, atingirá os que estão a sua volta. As conseqüências de nossas opções são, exclusivamente, resultado de nosso livre-arbítrio. A escolha nos pertence: ERRAR ou ACERTAR!

Rebecca Salomão de Carvalho

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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SILÊNCIO Se isolou, se fechou em sua concha protetora. Se privou de tudo e de todos.
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SILÊNCIO Se isolou, se fechou em sua concha protetora. Se privou de tudo e de todos. Estava convicta de que o silêncio a reconfortaria.

PERGUNTE AOS VENTOS O que me chamava a atenção era o fato de que, mesmo vivendo 100 anos, talvez nesse espaço de tempo relativamente longo ele jamais teria noção do quanto era especial para mim. As pessoas são tão mágicas quanto assustadoras, mas ele parecia sempre estar envolto…
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PERGUNTE AOS VENTOS O que me chamava a atenção era o fato de que, mesmo vivendo 100 anos, talvez nesse espaço de tempo relativamente longo ele jamais teria noção do quanto era especial para mim. As pessoas são tão mágicas quanto assustadoras, mas ele parecia sempre estar envolto naquela magia em forma de carinho e cuidado. Ele não sabia – provavelmente nunca saberá, mas eis um segredo: ele me fazia bem. Não da forma erroneamente interpretada pelos adultos; troca de interesses, mera companhia para saciar a solidão ou estar com outro na tentativa desesperada de ocultar o vazio e o nada que pairam em seu próprio interior. Ele me fazia bem na pureza do sentimento de crianças; a pureza e aquele sentimento sublime eram a base de tudo. Então, o avistei vindo lá longe, quase sumindo no horizonte. Meu coração entrou em seu corriqueiro descompasso; soltei o cabelo, tirei o óculos e aguardei ansiosamente sua chegada enquanto meu interior parecia ser dilacerado pela ansiedade e pelo som do ponteiro dos segundos que transformava toda aquela cena em uma eternidade. Ao se aproximar, sorriu, exibindo aquele habitual sorriso perfeito o qual eu tanto admirava – ele era o borrão com o sorriso mais lindo que eu jamais imaginaria ter a oportunidade de conhecer.

Olhei dentro dos seus olhos e percebi a presença de densa amargura, angústia; de uma pessoa que passou pela vida e reteve apenas o que havia de mal nela. Ele, então, desviou o olhar e o direcionou ao infinito, onde lá distante ocorria o pôr-do-sol. Os tons avermelhados do céu se…
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Olhei dentro dos seus olhos e percebi a presença de densa amargura, angústia; de uma pessoa que passou pela vida e reteve apenas o que havia de mal nela. Ele, então, desviou o olhar e o direcionou ao infinito, onde lá distante ocorria o pôr-do-sol. Os tons avermelhados do céu se confundiam com o coral de sua blusa e com as manchas que o pigmentavam ao redor dos olhos — a essa altura, já começavam a ficar marejados. Virou-se, nesse momento, vagarosamente a mim e voltou a fitar-me com o mesmo olhar pesado e vazio de antes. Estava inerte. No entanto, dessa vez, havia um grande diferencial: o que estava estampado em seus olhos era a sua própria essência, fruto de toda uma existência perdida, em vão, inglória. Levantei, e, como a caça que foge de seu predador pronto para dar o bote, fui saindo de fininho...