Frase de Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
Primeiro amor veio, vestido de novidade, Um sopro de vida em minha juventude esquecida. Segundo, mais profundo, trouxe a verdade, Dolorida lição, na alma absorvida. Terceiro, oh terceiro, vasto e infindo, Revelou-me os céus e as tempestades, Desvendou o amor, mas em desalinho, Fugiu entre os dedos, perdido em saudades. Então chegaste, quarta epifania, Suplantando os três, arte divina revelada. Em teu olhar, a mais pura poesia, Na tua voz, a melodia mais sagrada. Perdi o sentido da existência ao te ver, Pois em ti, cada paradigma foi quebrado. O amor não mais eu busco entender, Pois ao teu lado, todo amor é justificado. Mas se agora, o amor parece renunciar, E na solidão, minha alma tem de habitar, No silêncio dos poetas irei descansar, Onde as paixões eternas sabem chorar. Não há mais esperança, nem expectativa a cumprir, Apenas o eco de um coração a pulsar. No fim, o amor não precisa mais de definir, Basta o brilho de uma estrela para se guiar. No declínio dos meus anos, um fio de luz ainda brilha, Questionando ao mundo, "O que é o amor, afinal?" É a eterna busca, a incansável trilha, Até que o coração repouse, no seu doce lar final.
Matheus Henrique Carneiro Pinto Ruiz
No pensador.ai desde