Frase de Clarissa Corrêa
Sempre quis ter postura de bailarina. Acho lindo. Adoro os movimentos que elas fazem, toda aquela delicadeza, suavidade, gentileza. Bailarinas me emocionam. Cheguei a fazer ballet quando era pequena e depois parei. Acho que devia ter continuado, pois hoje minha postura seria bem melhor e eu seria bem magrela. O (único) lado bom é que meus pés não são cheios de calos, tampouco vivem machucados e com bolhas. Mas se for analisar, é bem melhor ter pé feio, ser seca e, de quebra, ter postura linda. Acho que o mundo precisa de mais pessoas bailarina. As coisas andam feias demais. Falta gentileza, sobra pressa, rancor e cara feia. Fico impressionada com a quantidade de gente que mal dá bom dia. Pessoas que não olham nos olhos, esbarram em você na rua e nem pedem desculpa, tratam garçons e motoristas com ar superior, se sentem melhores que os outros. Na verdade, se achar o máximo é brega e ridículo. Um sobrenome não é nada. Uma conta recheada não é nada. Um rosto e corpo bonitos são apenas um rosto e corpo bonitos. A gente envelhece. E ninguém é melhor por ser mais belo ou não. Muitas jóias espalhadas pelos pulsos, pescoço e orelhas também não querem dizer absolutamente nada. Mesmo nos dias ruins procuro ser legal com quem não tem nada a ver com os meus problemas.[...] Longe de mim querer dar lição de moral. Só acho que as pessoas deveriam se preocupar mais com as coisas de dentro. O que tá fora, meu amigo, é completamente perecível. (E o dinheiro uma hora acaba.)
No pensador.ai desde