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Frase de Maria Riber

⁠Houve um tempo em que eu queria saber tudo. E, quando não sabia, não me sentia inferior aos outros; me sentia inferior a mim mesma. Colocava um fardo sobre os ombros, como se só valesse alguma coisa se pudesse provar, a mim mesma, que era capaz. Capaz de quê? De tudo, talvez. De tudo ao mesmo tempo. Eu me enveredei por caminhos difíceis não por vocação, mas por negligência comigo mesma. Não parava para respirar. Não me importava se estava bem. O importante era vencer... mesmo sem saber exatamente o que ou quem eu estava tentando vencer. Até que, por força de alguns acontecimentos, me vi de frente com o espelho da verdade, e descobri que não era capaz de tudo. Na verdade, percebi que não era capaz de quase nada. E não por fraqueza. Mas porque sou humana. Teimosa como sempre fui, demorei para enxergar o óbvio. Mas quando tirei o véu; aquele véu espesso da arrogância disfarçada de autocobrança, fui atravessada por um sentimento impossível de descrever. Me vi pequena. Uma formiga diante do universo. Um grão de mostarda na palma de Deus. E, paradoxalmente, foi ao me reconhecer tão pequena que comecei, enfim, a existir de verdade. Vi-me como alguém. Alguém que erra... e continuará errando. Alguém que sente; e cujos sentimentos influenciam tudo: o ritmo, o foco, o desempenho. Alguém que não sabe de tudo, e o pouco que sabe, sabe porque Deus, em Sua graça, permitiu. Quando entendi isso, o peso escorregou dos meus ombros. Não era mais uma batalha por merecimento. Era a busca por ser, ser quem sou, com limites, com dúvidas, com perguntas sem resposta. E foi nesse dia que descobri o que tantos passam a vida tentando encontrar: descobri quem eu sou. Para encerrar, adapto as palavras de Newton: O que sabemos é uma molécula de água. O que achamos que sabemos… é um oceano. E como disse Sócrates, com toda a sabedoria de quem já mergulhou nesse mar: "Só sei que nada sei."

Maria Riber

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Maria Riber

⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo?
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⁠Como posso te amar? Não posso. Mas amo? Acho que não. Espero que não. Não é medo, é incerteza. Compatibilidade de almas, incompatibilidade de corpos. Não é uma miragem vivida, é apenas uma realidade estendida— como se o tempo fosse o mesmo para nós. Mas não é. Há uma vida de distância. Talvez mais do que uma. O que devo fazer em meio a essa realidade assustadora? Nunca cheguei nessa parte. Não sei ao certo pelo que me apaixonei, se é que me apaixonei. Seria seu riso doce, seu olhar de abrigo, seu tom de intimidade, sua escuta ativa? Talvez eu tenha me apaixonado pela forma como me vi pelos teus olhos— como se meu coração pudesse bater e, pela primeira vez, não houvesse nada de errado nisso. Mesmo que não seja platônico, preciso que seja! Preciso ser como a Branca de Neve, mas sem o príncipe. Que ele nunca me beije. Que eu nunca acorde. Que isso fique aqui, onde é seguro: dentro do meu próprio sonho.

⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, se…
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⁠É como se você batalhasse, mas nada mudasse. Ou talvez tenha mudado, mas a perda consome a percepção, distorcendo qualquer progresso. O id, o ego e o alter ego lutam entre si, mas nem sequer sabem pelo quê. No começo, parece um vazio—aquela sensação de estar flutuando no mar, sem rumo, esperando ser salvo por um navio ou morrer afogado. Mas, aos poucos, o vazio dá lugar a um peso no peito, um aperto que esmaga, sufoca e se confunde com culpa. Afinal, o inimigo está mais próximo do que se imagina, ou melhor, basta olhar o espelho para enxerga-lo. Não porque quero, mas porque não posso escapar. Ele é uma versão de mim, mas que não desejo que seja eu. Tanto esforço para nada. Cada passo dado parece apenas um ciclo se repetindo, um esforço inútil contra algo invisível. A fraqueza se instala, não no corpo, mas na alma. A incapacidade de viver plenamente se arrasta como um eco constante, um lembrete cruel de todas as falhas. Não porque não tentou, mas porque o nível de estoicismo não é suficiente. O medo de se perder de novo é pior do que qualquer queda. Porque se perder significa voltar para aquele lugar onde o silêncio ensurdece, onde os próprios pensamentos não calam a boca, te puxando para baixo como areia movediça em um deserto de areia infinita. E a única opção que resta é seguir em frente—não porque há esperança, mas porque ficar parado dói ainda mais. Seguir sem saber se há um destino. Apenas seguir.

⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade…
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⁠Corra, liberte-se. Pois o hoje é o doce e puro presente, mas o amanhã é incerto. O hoje depende de tu e o amanhã da vontade do Universo. Os sentimentos do verde e do vermelho regem este lugar, mas somente Deus rege o tempo, somente a dor fica guardada no pensamento, e a vontade sozinha nada mais é do que sombria ilusão. A vida. O tempo. A dor. O relativo que não pode ser controlado, mas precisa ser apreciado e sentido o devido proveito. O momento que só pode marcar o verdadeiro presente. E a força de vontade que iluminam o mais forte possível, a mente.

⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimen…
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⁠Adoro nossas conversas profundas, me abrir com você e saber que está ali, sempre ouvindo. Adoro sua forma espontânea de ser, sua risada esquisita e os cachinhos balançando. Adoro como você é fofo. Como faz coisas que gosto e sorri quando dou pulinhos de felicidade em agradecimento. Adoro o jeito como respeita os limites que impus, sem questionar, sem insistir. Talvez, em uma realidade paralela — um mundo onde nossos costumes, valores e desejos coincidissem —talvez ali fosse possível. Outra época, outra vida. Pena que nunca aconteceu. Quem dera se acontecesse. Adoro sua alma, sua energia, sua luz. Amo você. Mas amor não se resume a tudo. Pena que não somos almas gêmeas romanticamente falando. Mas, para mim, sua amizade basta.