Frase de Leonardo R. Pessoa
Crônicas do Efêmero No ritual matinal do café quente, abre-se o dia com moderação, enquanto o sol, comedidamente, ensaiando seu brilho, molda a mesa com precisão. A brisa, tímida e reflexiva, percorre as folhas com lembranças, como quem passeia entre memórias, de um tempo que, na verdade, nunca se foi. O riso infantil, puro e indomável, corre sem destino certo, como se a vida lhe pertencesse, e o momento fosse uma eternidade. Um abraço inesperado, que sem alarde se anuncia, carregando em seu simples gesto todo o peso suave da afeição. E no reencontro com os amigos, as palavras fluem sem pressa, entre risos, confidências e recordações, como se o tempo, por um instante, se esquecesse de passar. São essas minúcias da existência, aparentemente insignificantes, que compõem, em segredo, o grande romance da vida.
No pensador.ai desde