Frase de Rodolfo Mair Coelho
O tempo O broto puro da terra sai Enquanto a folha madura De velha e triste se vai No louvor de sua altura O tronco se entrega à escuridão Deixando felicidade alguma O lento e súbito clarão Dos anos que a terra consome Do belo à sua podridão A implacável fúria invisível Ainda viva enquanto dorme Faz o silêncio audível O furacão que o céu tocava Vai do branco ao torto cinza A uma brisa fria que se acaba E o destino que se realiza Ergue a tumba de sua era Velando a dor que avisa A doce morte e sua adaga Ao que um dia do sol vivera Fadado agora à eterna amargura.
No pensador.ai desde