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Frase de Ana Xavier

⁠✨ “Ainda Que Eu Não Seja Escolhida” (uma oração em forma de poesia) Senhor, eu fui entregue antes do tempo, me deram como se eu não valesse nada, e eu aceitei… porque pensei que amor era isso: doar-se até sangrar, esperar retorno onde só havia migalha. Amei com o corpo e com a alma, como quem implora pra ser vista. Meus olhos buscaram nos homens aquilo que só o Teu olhar podia me dar. Meus pais não sabiam, meu irmão tentou me proteger, mas eu fui com o coração aberto para um caminho que me feriu. E hoje, Senhor… Eu carrego em mim o peso do que foi, e o medo de nunca ser escolhida por ninguém de verdade. Mas é aí que me lembro… que mesmo quando eu estava no vale, Tu estavas lá. Mesmo quando me entreguei sem saber quem eu era, Tu me chamavas pelo nome. Enquanto ninguém me escolhia… Tu já tinhas me separado. Enquanto eu esperava um beijo que me curasse, Tu me oferecias um amor que salva. Hoje, eu entendo: não sou rejeitada, sou guardada. Não sou esquecida, sou promessa em construção. Porque a menina que chorava em silêncio, agora ora de joelhos. Aquela que buscava carinho, hoje busca Teu Espírito. E ainda que ninguém me escolha neste mundo, Tu me escolheste antes da fundação do mundo. Me chamaste de filha, me lavaste com o Teu sangue, e prometeste um amor que não trai, um cuidado que não falha, um propósito que não morre. Então eu espero… não por alguém que me ame de qualquer jeito, mas por alguém que veja em mim o que Tu já vês todos os dias: valor, beleza e fé. E até lá, Senhor, me ensina a me amar como Tu me amas. A me guardar como Tu me guardas. A ser templo… e não abrigo pra amores passageiros. Amém.

Ana Xavier

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Pensador.com

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Outras frases de Ana Xavier

Quem sabe nos encontremos de novo vítimas do acaso Nessas ruas sem saída
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Quem sabe nos encontremos de novo vítimas do acaso Nessas ruas sem saída dessa cidade que dormia Labirinto de pedras e asfalto Cobertos por tetos frágeis mas nada transparentes Amanhã ou mês que vem Procuramos um novo dia Procuramos uma saída Sol na palma da mão E o violão, desenvolvendo mais uma canção Juntos só nós e as estrelas Nós e o universo tão sozinhos mas tão cheios de mistério Luzes de calor Luzes do céu Nossas asas nos distanciam do aranha-céu Pessoas nos sugam E as cidades com suas grades, ajudam Fugir daqui é sensação de vento Vento forte rompendo o cimento Os estilhaços acenderam a chama que vem do centro Nos perdemos naquele labirinto nas ruas desalinhadas Nos prendemos com cinto, com ideias amarradas Nos perdemos nas calçadas, nos sinais, nos tijolos Estamos construindo barreiras pelos solos Nos perdemos no som, nas faixas e na multidão Nos perdemos em mais um vagão, vagamos sem destino sem olhar pro coração Nos perdemos em portas Portas que não abrem Nos perdemos no preto e no cinza, esquecendo do verde e do azul da brisa Óculos escuros mesmo sendo de dia, escondemos o que o coração não via A roupa de grife nos cobria, jogando fora nossa carta de alforria Marchem soldados, temos cabeças de papel Nossos olhos foram cobertos, tampados por um véu Ninguém parou pra ver o céu Estamos muito ocupados cumprindo nosso papel Marchem soldados, temos o peito de aço Coração controlado que não lembra do abraço Corpo linchado Soldado pau-mandado, Foi mandado pra vala sem nem ser notado

Eu acho que vivi todo esse tempo esperando por algo que me fizesse continuar, mesmo que tudo fosse mera imaginação, ou talvez não. Talvez o que eu sinto não é mero amor infantil, ou amor ingênuo e totalmente inocente. Só sei que toda lágrima que caiu ao ouvir a sua voz, me pare…
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Eu acho que vivi todo esse tempo esperando por algo que me fizesse continuar, mesmo que tudo fosse mera imaginação, ou talvez não. Talvez o que eu sinto não é mero amor infantil, ou amor ingênuo e totalmente inocente. Só sei que toda lágrima que caiu ao ouvir a sua voz, me pareciam tão reais; que todo suspiro de encanto ao ver o seu sucesso, me pareciam tão sinceros; que todo sorriso que ecoou pela minha boca ao lembrar do seu nome, me pareciam tão verdadeiros. Que cada lembrança, cada verso que escrevi, cada sentimento escondido. Senti tudo isso mesmo que você não soubesse, mesmo que pra mim estava tão óbvio. Me lembro de cada música que beijava meus ouvidos e me faziam arrepiar, e que eu sabia que você estava escutando apenas por sentir seus olhos tão vidrados quanto os meus mesmo distantes um do outro. Me lembro do meu orgulho por te ver crescendo e escrevendo com sinceridade sua arte maravilhosa, um orgulho que me transbordou tanto amor no coração, um amor que pode não ser recíproco mas que hoje em dia, já não ligo mais, já não vou buscar por respostas que me levem a você, ou a nós. Meu amor por você se tornou tão sincero ao ponto de eu não me importar se você está longe ou perto, se você está comigo ou com outro alguém, não consigo mais negar esse sentimento, a força dele é tão grande que a torna eterna. E por mais que eu sabia dos seus mistérios, eu sinto que te conheço e que de alguma forma, dentro do ponto mais remoto do meu coração, eu tive a sorte de conhecer o melhor de você, tive em meus braços o você que ninguém conheceu até hoje. E acredito que você não tenho mudado Por mais que o tempo nos diga o contrário Não é possível que aquele arrepio ao te ouvir pela primeira vez seja apenas imaginário Seria minha imaginação assim tão fértil? A água pura que derrete pelos meus olhos nesse momento apenas por lembrar Poderia eu ser apenas louca? Não sei se louca por você ou louca de cabeça, Talvez um pouco dos dois Mas sinto uma faísca ainda acesa Me dizendo que não estava louca todo esse tempo Ou melhor Dizendo que nós estávamos E que quando acordarmos Estaremos juntos mais uma vez Rindo como as crianças que uma vez fomos E meu coração não estará mais partido E eu te agradeço, te agradeço por me ensinar o que é amor mesmo que no início seja tão doloroso. Te agradeço por me ensinar que amor não é aquilo que transformamos em necessidade, não é um jogo de xadrez já pronto para o cheque-mate. Amor é deixar de ser egoísta, é deixar de lado o pecado mais feio do ser humano. Deixar de ser egoísta

Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido Por mim mesma Criança sem balanço
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Quem sou eu além de uma menina de eterno coração partido Por mim mesma Criança sem balanço Sozinha na gangorra Ouvindo músicas na noite vazia Pensando no nada que me representa Enquanto me escondo da lua De vergonha No peito apenas a coragem de partir E na mente as correntes que me enjaularam durante todo esse tempo Quem sou eu além de uma menina de eterno peito cheio Vagando pela manhã a procura de algo que me transborde Que me derreta Vagando no desconhecido do tempo Fugindo e correndo atrás do passado Criança solta Presa Presa entre o dinheiro e a liberdade Entre a liberdade e a solidão da noite Mais uma vez Livre e só Sendo o que o coração manda e que a mente arrebata Boa e má Má com o que pensa E boa com o que faz Sendo martelada nos pés E amarrada pelas mãos Mas a coragem que hoje encontrei Que hoje me representa Vai me fazer sorrir amanhã Como se nada tivesse acontecido Sorrindo embaixo do sol E me esquivando embaixo da lua Porque quando o frio bate O coração quente pela luz do dia Congela Devagar Rápido Devagar de novo A lentidão da vida me faz caminhar observando o mundo Enxergando tudo Mesmo precisando de óculos Mas meu coração sempre enxergou melhor do que meus olhos Estando tão cega Nunca enxerguei o verde tão bem O roxo da flor O amarelo do piso Os buracos na calçada As pessoas Seus olhares Eterna andarilha arrependida Mas livre Tão livre Voando junto ao vento E contra o destino

Me faz querer beber da chuva em um sábado à noite, deixando o peito aberto pro resfriado que vem quando sua existência evapora e sou obrigada a fechar os olhos novamente, procurando te reencontrar. Me faz querer escrever sobre o desconhecido dos seus olhos e tocar seu peito que…
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Me faz querer beber da chuva em um sábado à noite, deixando o peito aberto pro resfriado que vem quando sua existência evapora e sou obrigada a fechar os olhos novamente, procurando te reencontrar. Me faz querer escrever sobre o desconhecido dos seus olhos e tocar seu peito que diz ter muito amor. Me faz querer descobrir as estrelas roxas que compõem sua cabeça e as placas tectônicas que adornam seu coração. Me faz querer debruçar sob a cama quente, envolvida em seu corpo ao olhar o branco desse céu humano, capaz de ser tanto vazio quanto cheio. Me faz querer criar milhares de histórias em um papel nu pronto para ser preenchido por pedaços de você mesmo sendo impossível te desenhar por completo. É uma curiosidade e desejo que lutam entre si e o sangue que escorre eu uso de tinta, pinto seu corpo sob a real solidão em que desperto. Se os lábios se tocarem durante essa madrugada, seria declarada a vitória do desejo ou isso apenas me tornaria escrava da curiosidade pelo seu mistério? Logo eu? Fria como o dia de hoje e tão chuvosa quanto essa noite. Tão louca quanto palhaço de circo e tão livre de coração. Tocada pelo pecado em sua melhor versão E sendo obrigada a passar mais um dia sem o toque de sua mão Se cada parte do seu corpo fosse um instrumento E toca-ló fizesse de mim uma artista No meu maior desejo Meu nome seria elevado E eu descansaria ao lado de Beethoven