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Frase de Adriano Soares da Costa

Quem não tem medo não sabe o que é ter coragem. O medo é justamente a autopreservação gritando. Mas a coragem é a ponte que o ultrapassa. O medo de sofrer o já sofrido, de viver o já vivido, é a renúncia da vida mesma, porque não há vida sem chagas, sem marcas fortes vincando a alma e dizendo para ela mesma: “Vivi!”. Sim, viver é amadurecer, envelhecer, ter experiências boas e más, criando um couro curtido para novas batalhas… Os desafios existem porque há algo para além de nós que nos chama. Algo que vale a pena. É isso que nos move como pessoas e nos faz crescer. E há sempre o medo de falhar, de não conseguir, de estar aquém da vitória! Mas se não houver o medo da derrota, como alguém pode se preparar para a vitória, afinal? É o medo de perder na dosagem certa que nos faz estar prontos para vencer… Não podemos ter as respostas para tudo. Não podemos ter a vida como uma receita de bolo. Não podemos imaginar que tudo de antemão dará certo. Mas podemos ao menos nos compromissar em que tudo dê certo, fazendo a nossa parte e vivendo intensamente a convicção de que, sim!, é possível!

Adriano Soares da Costa

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Adriano Soares da Costa

Não sei por que a vida tem de ser também feita de perdas. Ainda mais quando mutilam. Mas se não matam, elas ensinam e fazem crescer.
ERA PARA SER... Era para ser como o encontro do rio com o mar. A convulsão do encontro antes da calmaria profunda, que é a vocação dos amantes. Era para ser como um sorriso aberto, largo, pleno, do que se deixou encantar pela entrada dos olhos, pelo que se viu esperado e achado…
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ERA PARA SER... Era para ser como o encontro do rio com o mar. A convulsão do encontro antes da calmaria profunda, que é a vocação dos amantes. Era para ser como um sorriso aberto, largo, pleno, do que se deixou encantar pela entrada dos olhos, pelo que se viu esperado e achado entre as esquinas da vida. Era para ser como a estrela primeira a brilhar, quando a tarde começa a dormir e a noite lhe toma o lugar e ilumina o céu com o descortinar das estrelas. Era para ser como um sonho bom, que deleita o sono profundo e faz com que o acordar seja pesaroso e triste. Era para ser como a alegria de um momento que se eterniza em nós, para além do tempo e das vicissitudes da vida. Era para ser... E ao não ser, tanto se perdeu, tanto ficou por ser vivido e feito. E restou o sorriso que não veio, o olhar que não brilhou, a estrela que ficou submissa às nuvens, a alegria que não se viveu. E a vida seguiu assim, como uma nau sem velas, levada pelo fluxo das marés, sem ter sonhos para sonhar e terras novas a descobrir. E veio o tempo... E ao olhar para trás, tudo era apenas a ausência do que não foi. E o viver - esse dom maravilhoso - ficou como um projeto não realizado, um passar de dias sem sentido e sem fé. E tudo era nada, e tudo era desilusão, e tudo era a certeza dos erros das dúvidas e dos medos.