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Frase de Fernandha Franklin

⁠⁠Gosto de andar sem rumo, sem saber para onde ir. Observar o cotidiano, com um fundo de pano de quem quer partir. Gosto de andar sem rumo, e vou! Não há lugar certo, e embora sempre perto, eu nunca sei onde estou. Meu rumo é "sem direção". E meu ensaio é ir para longe, pedindo carona com a mão. A trilha sonora vai de "I will survive" a "no rancho fundo". Controversa sou, e sei. Sou tantas "eus" que confundo o mundo. Em cada indivíduo uma versão minha diferente ressoa. E quando eles falam de mim, nem parecem falar da mesma pessoa. Gosto de andar sem rumo, Porque nessas andanças, em meio às mudanças e danças, conheo utras de mim. Eu tenho muitos eus e sempre estou criando mais. Alguns conheço de ponta a ponta, outros, só Deus sabe do que são capazes. Fragmentada, eu? Jamais! Sou apenas uma rica milionária das coisas que o dinheiro não faz. Eu sou uma investidora de mim num setor sem concorrência. Não sigo gráficos, não sigo tendência. Sou fundamentalista e me atraio pelo perene. Gosto de andar sem rumo, é fato. Mas não sigo boatos, não piso em falso, nem cuspo no prato de quem me apresenta sua alma. Sou da Terra, tenho meus quase pés plantados. Até arrisco voar, mas em voos baixos. Meu trajeto é sem rumo, mas nunca pra cima, nunca para o alto. Sigo em linha reta, para frente, na estrada, no asfalto. Minha bússola é: seguir o lado para onde as nuvens vão. Observar as flores, a vida, a morte e a humanidade em cada passo da ilusão. Confesso. Gosto de me iludir, gosto de imaginar o que poderia ser, o que jamais será e o que está por vir. Aprecio andar sem rumo, a pé, sem mochila, sem expectativa, sem passado e sem futuro. Eu sigo no hoje e no agora, construindo pontes e derrubando muros. Eu ando sem rumo, apreciando apenas o caminhar. Sigo observando a essência da vida, sem nada desejar. E é por "nada" esperar que coisas boas sempre vêm por fim. E mesmo que eu diga que ando sempre sem rumo, a verdade é que ... Eu sempre estou em direção a mim! (Para onde vamos hoje? / Fernandha Franklin)

Fernandha Franklin

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?