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Frase de Fernandha Franklin

A vida é curta demais para não tomar banho de chuva Fiquei trinta minutos esperando a chuva passar. Sozinha. Era umas 19h50. A rua estava vazia. Haviam casas em volta, mas não comércios. Sob a forte chuva, todos os moradores, escondiam-se no conforto de seus lares. Fiquei ali quietinha, embaixo de uma marquise, observando os pingos baterem agressivamente no chão. O ritmo era forte. Os raios me assustavam, os trovões não. Não havia vento, então os pingos caiam retos. O tempo passava. A bateria do celular pedia carga. Dane-se a bateria. Não reclamei por estar ilhada, muito menos por estar me atrasando para um compromisso que começaria em uma hora. Pelo contrário, sentia paz. Poderia ficar observando cada movimento improvisado daquele temporal, por mais um bom tempo. Isso me fascina. Cada ação que não planejei, gosto de acreditar que é Deus mudando a minha rota. Era para ser assim, por que algo melhor haveria de acontecer. Então naquele instante, ele queria que eu estivesse bem ali, talvez querendo saber, o que eu era capaz de fazer com o que ele havia me dado. Então saí de onde estava parada. Caminhei lentamente para casa, eram cinco quadras. Literalmente, uma caminhada apreciação. Então nenhum outro pensamento, se instalou em mim. Era eu, os passos, e uma sinfonia divina. _ "A chuva tem esse som mágico, impossível de ser reproduzido por um instrumento, impossível de ser comparado. Misteriosa. Ao mesmo tempo que é serena, pode ser devastadora. Ao mesmo tempo que é linda, pode ser assustadora. A chuva, é um pouco nós. Líquida. Líquidos somos". Molhei tudo, a bolsa, a roupa, o celular, o corpo e o coração... Mas agora estou aqui, seca, mas de alma lavada. As vezes, a gente só precisa levar mais a sério os pequenos prazeres, por que são eles que nos fazem sentirmos gratos e felizes. E Deus, a todo instante nos coloca diante desses "pequenos prazeres", mas quase sempre a gente escolhe chama-los de problemas. Pense nisso, e lembre-se: A vida é curta demais para não tomar banho de chuva, e para não fazer valer os improvisos.

Fernandha Franklin

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Pensador.com

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Conversa com a chuva (Fernandha Franklin) Fiquei horas e horas ali, debaixo daquela marquise esperando a chuva passar. Meu Deus, como eu amo chuva. O pensamento vago é sempre inevitável, assim como é inevitável o cheiro das gotas que tocam o chão. Eu estava ali, mas minha razão não... e quem precisa de razão quando a chuva lava a alma? Um raio me trouxe de volta pra vida real. Olhei no visor do celular. Quinze pras oito da noite, e eu só precisava atravessar um quarteirão e já estaria em casa. Se preferi ficar ali esse tempo todo, era só para observar a chuva de perto, mas sem me envolver. Mas já estava tarde; e agora eu iria me jogar em meio aos pingos constantes, e foi caminhando sem pressa que cheguei em casa. A roupa estava encharcada,a vida estava lavada e agora uma vontade de viver tudo o que planejei me invadia; afinal mais um ano começa a se despedir, e o banho de chuva me trouxe uma enxurrada de lembranças das coisas que prometi à mim mesma e ainda não cumpri. Dos planos que fiz...mal lembro quais eu realmente quis. Das pessoas que me empenhei em conhecer...nenhuma realmente se conhecia. Dos projetos que arquitetei...nenhum saiu do papel. Dos amores que pensei que teria... nenhum poderia ser pausa no meu dia a dia. Da fé que quis fortificar...tropecei mil vezes para tentar levantar. Só dos lugares que desejei conhecer por fim,um deles realizei: o de viajar em mim!! Como pode né? Uma chuva "qualquer" conversar tão bem com a gente?