Pular para o conteúdo

Frase de José Sócrates

Me sinto tão velho, doído, machucado. Quase um enfermo convalescendo de verdade. Esperando o tempo passar. Esperando as paredes brancas, encardidas ficarem, e as frestas das janelas chorarem com a ventania em chuva lá fora. Me sinto tão velho. Tão doído. Um enfermo, sentado observando o céu que se desnuda ao amanhecer. Não eu não gosto das manhãs de sol. Odeio os dias ensolarados e o cheiro de praia. Prefiro quando é noite, quando venta. Quando posso olhar mil e um janelas acesas da minha varanda ao som da voz de uma cantora frondosa num bom e velho toca discos. Eu sou tão velho. Doído. Enfermo. Permaneço sentado, perdendo a vitalidade, o tempo e o sorriso.

José Sócrates

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de José Sócrates

Somos amigos Eu queria um beijo, um abraço de saudades com sinceridade. Externalizar enfim, aquilo que há de abstrato em mim. Sobre você. Temos tão pouco tempo por aqui, hoje tudo é tão moldável. Fluído numa correnteza fria de sentimentos frouxos. Segmentado em classes e postura…
Continuar lendo

Somos amigos Eu queria um beijo, um abraço de saudades com sinceridade. Externalizar enfim, aquilo que há de abstrato em mim. Sobre você. Temos tão pouco tempo por aqui, hoje tudo é tão moldável. Fluído numa correnteza fria de sentimentos frouxos. Segmentado em classes e posturas onde o vil metal prevalece. Queria, amigo que sou, ser irmão na presença transcendente que não posso aqui explicar, e que distância alguma, esquecimento meu, teu tu terás.

EU GRITO DESEJO Teu corpo é maravilhosamente bem desenhado. Não sei por qual motivo se desfizestes de teus laços. É só o teu lado mais feminino que entende porque passo as noites e madrugadas escutando Jazz. Talvez e só talvez, decifrando na melodia o meu real desejo. Sujando as…
Continuar lendo

EU GRITO DESEJO Teu corpo é maravilhosamente bem desenhado. Não sei por qual motivo se desfizestes de teus laços. É só o teu lado mais feminino que entende porque passo as noites e madrugadas escutando Jazz. Talvez e só talvez, decifrando na melodia o meu real desejo. Sujando as paredes brancas do meu quarto, com a perversão do estar com o real você, que não é tu, mas, um de nós. Movendo-se em mundos pequenos. Paralelos, eu não posso vê. Um embaço de fumaça e poeira se foi dançando, fazendo movimentos cadenciados como a melodia doce e amarga que senti um dia ao te experimentar profundamente.