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Frase de Maria Helena Cardoso

Sábado, várias pessoas em casa. É difícil conversar com muita gente reunida. Prefiro duas, três no máximo, o ideal mesmo são duas. Em grandes rodas me sinto triste, a reação exterior, entretanto, é completamente outra. Agarro os assuntos com toda avidez, não paro de falar, receosa de um silêncio que possa mostrar como realmente me sinto. Hoje pensei em H. Quero-lhe um bem imenso, pelo muito que me deu, pelo que sou atualmente. Sem o meu amor por ele não seria o que sou. Que importa tenha me esquecido se deixou enormes riquezas comigo? Nunca poderei agradecer-lhe. Antes vivia como uma cega e o meu amor por ele me ensinou a ver o mundo, a Deus. Devo-lhe muito. Me fez sofrer e se não tivesse acontecido assim não teria chegado ao caminho certo.

Maria Helena Cardoso

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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Outras frases de Maria Helena Cardoso

Amar ou ser amada, qualquer das fomas, é participar da divindade, na primeira nos damos a Deus pelo nosso amor e na segunda Deus se dá a nós pelo amor do outro.
Nunca paramos em pessoa alguma e "cada amor novo é apenas o elo de uma longa cadeia cujo fim é o Amor único", em busca do qual estamos todos. Em cada pessoa fazemos uma parada de um, dois anos, de mais, de menos tempo, mas em ninguém nos detemos verdadeiramente, já que o nosso fi…
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Nunca paramos em pessoa alguma e "cada amor novo é apenas o elo de uma longa cadeia cujo fim é o Amor único", em busca do qual estamos todos. Em cada pessoa fazemos uma parada de um, dois anos, de mais, de menos tempo, mas em ninguém nos detemos verdadeiramente, já que o nosso fim é o Amor Eterno, que se realiza somente em Deus. Nossa vida é breve e o corpo demasiado pequeno e frágil para, sem romper-se, abrigar tamanha imensidade. Só a morte nos libertará, nos dará proporções suficientes para suportar sem riscos a realização daquilo que é a única razão de ser, o Amor, de Deus.

Minhas viagens são sempre voltas à infância, aos lugares onde vivi um dia. Uma procura, pai, mãe, avós, tios, amigos mortos. Volto atrás e procuro no verde, na luz, no céu. Em vão. O que perdi não terei mais, porém, mesmo assim volto sempre. A esperança de que algum dia encontrar…
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Minhas viagens são sempre voltas à infância, aos lugares onde vivi um dia. Uma procura, pai, mãe, avós, tios, amigos mortos. Volto atrás e procuro no verde, na luz, no céu. Em vão. O que perdi não terei mais, porém, mesmo assim volto sempre. A esperança de que algum dia encontrarei aquilo que procuro incansavelmente. Quem sabe na morte, única paisagem que por enquanto me é vedada.

Ontem J. veio me visitar. Em conversa reclamou que minha resposta à carta que ele me escreveu fora muito cruel. Fiquei assustada, pois não tive a intenção de magoá-lo, mas disse apenas o que penso sobre a amizade e a sua transformação com a ausência. E estava com razão, tudo fico…
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Ontem J. veio me visitar. Em conversa reclamou que minha resposta à carta que ele me escreveu fora muito cruel. Fiquei assustada, pois não tive a intenção de magoá-lo, mas disse apenas o que penso sobre a amizade e a sua transformação com a ausência. E estava com razão, tudo ficou confirmado. Onde o amigo de há alguns anos atrás? O que agora tinha na minha frente era um conhecido apenas, que não sabia mais de mim e nem eu dele. Arrastamos a conversa pela noite adentro, o seu reencontro não me deu nenhuma emoção, está morto, ou, estamos mortos um para o outro. Nada fará reviver o que foi antes. Podemos começar uma amizade nova, como se fôssemos estranhos, mas o que passou está acabado, morto.