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Outras frases de Ricardo Coutinho

"Mais importante que a honestidade, só mesmo a minha reputação"
⁠Ainda Assim! Era um verde intenso que se prolongava até o azul manso, Do meu quarto, por entre suspiros, uma contemplação serena,
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⁠Ainda Assim! Era um verde intenso que se prolongava até o azul manso, Do meu quarto, por entre suspiros, uma contemplação serena, Sempre assim o preferi, ainda assim! Uma contemplação serena, Uma atuação oculta por detrás daquela outrora montanha imensa, Hoje pequeno monte, Não sonhava muito mais do que aprender a sonhar, Ainda assim o é hoje! Não sonho muito mais do que com o dia que começarei a sonhar, A nostalgia e a solidão que me acompanham enchem-me de uma alegria profunda e singular, Alegria sossegada, permanente, ainda assim! Luz que invade com o seus fulgor e calor, Mas que se prefere, ainda assim, apenas na porta da caverna, cujo fim se reserva e é reserva! No fundo havia o vale e como em todos os vales de verde fulgurante, havia o rio, O rio que aprecia invadir as margens e que eu muito o apreciava invasor, ainda assim, mas menos hoje! Na encosta do meu condado existia a vinha aprumada, Em socalcos desenhados à lei da sachola e do suor, Descia a encosta e mais subia a denuncia dos árduos ofícios, Os bardos hoje espraiam-se mais além, De resto como tudo. Não me inquieto. Valem-me tanto agora como antes, conquanto lá continuem, ainda assim! A minha igreja era a mais bonita, Enchia-me de vaidade, é em talha doirada, não sei se a talho de foice, Tanto me dá. Penso que dela me veio a segurança e o orgulho por ser mais robusta e luzidia que as vizinhas, Para mim era assim, julgo que hoje já não o é, ainda assim! Tenho a alma da minha aldeia, A minha aldeia é uma descida e uma subida, Um sem fim de subir e descer, uma teia, Um resumo profundo dessa minha idade ida, Uma reserva de inconstância que incendeia, Uma alma, ainda assim, sempre adormecida!